domingo, 21 de dezembro de 2014 0 comentários

domingo estranho: parte 2

Meu irmão morreu aos 36 anos e na época sua morte me fez refletir muito sobre a vida (a minha vida). Chego a dizer que hoje a morte não me assusta (não mais), ao contrário, só ela me faz lembrar que cada dia é um dia que eu deveria viver em sua plenitude, sem deixar nada para depois. Por que afinal, quem aí sabe quanto tempo permanecerá respirando? Eu não sei (apesar de achar que sei). Mas na prática, eu vivo uma vida vacilante, toda influenciada por questionamentos que começam com "E se...?", "Mas se...?".
Eu deveria (deveria meu Deus!) deixar de pensar tanto nas consequências, que supostamente podem a vir existir em um futuro que eu nem sei se terei, e viver o hoje. Mas eu (e muita gente aí) vive como se o futuro fosse um tempo certo, garantido, e assim vou (vamos) deixando passar oportunidades e adiando decisões, sonhos. Enquanto escrevo, vou lembrando das oportunidades que perdi por ter dado muito crédito ao futuro.
É claro, não sou radical a ponto de achar que dá para viver 100% sem considerar o futuro. Mas deve dar para viver menos presa a ele, certo?
De uma forma ou de outra, viver é um desafio e só por isso devíamos complicar menos, bem menos.
PS: Eu não disse que domingo era um dia estranho?!

sábado, 4 de outubro de 2014 0 comentários

(...)

Queria eu ter a sensibilidade e destreza dos poetas para traduzir em palavras o que sinto agora.
Sinto que preciso arrancar de dentro o que me corrói para então me sentir liberta e leve.
Mas enquanto permanece aqui, pesa e machuca.
Venho, escrevo e apago.
Nenhum texto parece ser suficiente.
Nem este.
domingo, 7 de setembro de 2014 0 comentários

Fim.

Rasgue as minhas cartas,
E não me procure mais.
Assim será melhor, meu bem.
O retrato que eu te dei,
Se ainda tens, não sei.
Mas se tiver, devolva-me.
Deixe-me sozinho.
Porque assim eu viverei em paz.
Quero que sejas bem feliz,
Junto do seu novo rapaz.

- Adriana Calcanhoto -
quinta-feira, 4 de setembro de 2014 0 comentários

Sabedorias de Dito

"Dito dizia que o certo era a gente estar sempre brabo de alegre, alegre por dentro, mesmo com tudo de ruim que acontecesse, alegre nas profundas. Podia? Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma."(Miguilim)
terça-feira, 26 de agosto de 2014 0 comentários

(...)

2h16, dia 26/08
Quem eu estou enganando?
sexta-feira, 25 de julho de 2014 0 comentários

quero te servir a poesia...

"Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."
-- Cora Coralina --
domingo, 13 de julho de 2014 0 comentários

é ouvir Cartola e se emocionar...

Cartola toca na alma...

"Sim,
Deve haver o perdão
Para mim
Senão nem sei qual será
O meu fim"

sexta-feira, 11 de julho de 2014 0 comentários

vem?!

Vem cá, meu bem (vem!)
Me vira de ponta cabeça
Me faz de gato e sapato
E me deixa de quatro no ato
Me enche de amor

segunda-feira, 7 de julho de 2014 0 comentários

onde estamos apostando?

Agustín é um senhor de cadeira de rodas que tem dedicado boa parte de sua vida em construir um helicóptero a partir de sucata. Neste projeto já se passaram mais de 50 anos e o helicóptero ainda não saiu do chão.
Todos nós temos algo em nossas vidas que devotamos: carreira, estudos, relacionamentos, status, imagem pessoal, crença...E se essas coisas não voarem? A jornada vale mais que o fim? Onde estamos apostando?

quarta-feira, 25 de junho de 2014 0 comentários

folk + jazz

Vale a pena dar uma olhada:

Curso intensivo (1): apreciação de FOLK

Curso intensivo (2): apreciação de JAZZ
domingo, 22 de junho de 2014 0 comentários

dia estranho: domingo

Domingo é para mim o dia da semana mais estranho que existe.
O silêncio das ruas e o silêncio aqui dentro resultam em um sentimento meio...não sei ao certo se a palavra é triste. Talvez vazio? Não sei. Não sei se existe apenas uma única palavra que consiga defini-lo.
Sinto falta, mas também não sei exatamente do quê ou de quem.
Difícil explicar.
sexta-feira, 20 de junho de 2014 0 comentários

desejo do dia: caos

Hoje tirei a tarde para ver gente.
Fiz um passeio socrático* pelo centro comercial da cidade. Contemplei seus prédios históricos. Visitei o Mercado Central. Passei por sebos e no final da tarde me larguei numa poltrona de uma livraria.
Quem trabalha na companhia solitária de um computador anseia, vez ou outra, pelo caos.
*Sócrates também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.
quinta-feira, 19 de junho de 2014 0 comentários

eu e meus medos

Enfrentar meus medos sempre foi uma opção.
Eu tenho medo de água. Então nado.
Eu tenho medo de altura. Então escalo, faço rapel e agora me penduro em tecidos.
O medo faz meu coração bater mais forte, me dá um frio danado no estômago, me faz até vacilar...mas não desistir.
Enfrentar cada medo tornou-se um desafio, e tem sido assim desde sempre.
terça-feira, 17 de junho de 2014 0 comentários

#FraseDoDia

"Amar significa abrir um espaço em que o outro se sinta seguro para se tornar vulnerável. Só pode amar quem está em contato com a própria fraqueza, que é um gesto de ternura. Amamos quando acolhemos o outro de modo que ele não sinta a necessidade de garantir espaço, de se defender e se proteger. Só o contato amoroso com a realidade de nossa sombra pode transformá-la." (Osmar Ludovico)
domingo, 15 de junho de 2014 0 comentários

gratidão!

Estou tão elétrica que não consigo pegar no sono. Meu coração ainda está batendo no ritmo dos tambores. Horas atrás (ontem) fui a um show de percussão e sai de lá extasiada de alegria e mui agradecida pela vivência. O show foi tão bom, tão lindo, tão energizante que de tanta alegria senti tristeza por estar lá só, por não ter com quem compartilhar tamanha felicidade. Se pudesse, teria carregado muita gente comigo.
Mas meu coração terminou o dia agradecido pela existência da cultura popular, da música, da dança, dos artistas talentosos, dos shows gratuitos...e pelo privilégio que tenho de ver, ouvir e sentir tudo isso. Gratidão!

sexta-feira, 13 de junho de 2014 0 comentários

#100PequenasFelicidades

Fui desafiada a registrar diariamente, por 100 dias, minhas felicidades. Dia 01 foi hoje (13/06) e entre as felicidades do dia optei por registrar meu retorno ao treino de corrida dos meus primeiros 5km. Os registros de minhas felicidades diárias serão reunidos no álbum #100PequenasFelicidades.

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quem sou eu? #2










"Não quero um amor perfeito.
Eu só quero alguém verdadeiro.
Pra dividir a escova,
a panela de brigadeiro e,
o domingo inteiro."
(É só o começo, por The Bro Code)
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quem sou eu? #1











Eu sou uma pessoa má.
Que batalha diariamente (e internamente) para ser melhor que isso.
domingo, 8 de junho de 2014 0 comentários

libertando-me das expectivas

Tenho descoberto que parte da minha angústia vem de minhas expectativas e projeções infantis e românticas sobre pessoas e cenários futuros.
Esquecer o passado, focar no presente e não esperar muito do futuro tem sido um desafio gigantesco, ainda mais para alguém como eu que tende a querer tudo sob controle.
No exercício de frear minhas expectativas, tenho meditado e contemplado o silêncio. Isso tem me forçado a prestar atenção apenas à minha própria respiração, e mais nada. Tem sido um exercício de esvaziar-me para encontrar-me, longe dos estímulos e pressões externas.
Meu desejo maior é viver o hoje e nada mais.
As expectativas e desejos de projeções continuam aqui dentro, mas agora quando elas tentam aflorar eu não mais luto contra, apenas digo "agora não" e as deixo passar.
Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver. (Dalai Lama)
sábado, 7 de junho de 2014 0 comentários

Se te pareço noturna e imperfeita

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez
E mais atento.
(Hilst, 2003, p.17)
sexta-feira, 6 de junho de 2014 0 comentários

de Ariana para Dionísio

ODE DESCONTÍNUA E REMOTA PARA FLAUTA E OBOÉ.
DE ARIANA PARA DIONÍSIO. 
I
É bom que seja assim, Dionísio, que não venhas.
Voz e vento apenas
Das coisas do lá fora
E sozinha supor 
Que se estivesses dentro
Essa voz importante e esse vento
Das ramagens de fora
Eu jamais ouviria. Atento
Meu ouvido escutaria
O sumo do teu canto. Que não venhas, Dionísio.
Porque é melhor sonhar tua rudeza
E sorver reconquista a cada noite
Pensando: amanhã sim, virá.
E o tempo de amanhã será riqueza:
A cada noite, eu Ariana, preparando
Aroma e corpo. E o verso a cada noite
Se fazendo de tua sábia ausência.
(Hilda Hilst)
domingo, 1 de junho de 2014 0 comentários

se eu escolher você...



"Se eu escolher você,
como vai ser?
O mundo inteiro dizendo
o que a gente tem que fazer,
ou, apenas, eu e você?
Eu sei que pode doer.
Como toda história de amor,
você precisa escolher.
Entre o medo,
e viver."
(Não só hoje: thebrocode.com.br)
terça-feira, 27 de maio de 2014 0 comentários

O Condicionado

'Desgraçado do homem que se abandona'.
"Essas seis palavras acima indicam que por pior que seja a situação,
nunca o homem deve considerá-la perdida."
Assina, O Condicionado
quarta-feira, 21 de maio de 2014 0 comentários

trilha sonora nas nuvens

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curtindo a rotina

Hoje eu fui à livraria. Ao contrário de uma Cultura, ela é bem pequena, só tem uma sala e duas funcionárias. Mas lá tudo é muito pessoal e acolhedor, as funcionárias te chamam pelo nome, passam tempo papeando com você sobre os autores e suas obras e lhe dão também liberdade para você ter seu próprio tempo dentro da livraria. Hoje, inserida nesta atmosfera, eu me senti muito feliz e agradeci. No trajeto para casa fui degustando a boa sensação e pensei que o quero mesmo é continuar assim por enquanto, visitando lugares já conhecidos. Aventurar-me por este mundão não é uma opção hoje, ao menos não sozinha. Desde 1999 já me mudei de cidade 5 vezes, passando por 4 cidades, 2 estados e dentro das cidades me mudei várias vezes de casa. Gosto de mudanças, novidades e desafios, mas hoje sinto que quero fincar raízes em um local, ser chamada pelo nome pelo atendente da padaria, ser amiga da vendedora de livros e cumprimentar diariamente o seu João da banca de jornal.
Mas...por outro lado, eu também estou pronta para recalcular a rota por alguém. Acompanhada, eu topo me mudar, abrir mão dos meus lugares conhecidos e recomeçar do zero em um novo local (já fiz isso e faria novamente). Mas, enquanto o amor não vem, eu continuo cultivando e curtindo minha rotina de andar pelos mesmos lugares.
segunda-feira, 19 de maio de 2014 0 comentários

Re-visitando Miguilim

Há livros que tempos em tempos nos chamam de volta.

– ‘Dito, eu às vezes tenho uma saudade de uma coisa que eu não sei o que é, nem de donde, me afrontando...’ – ‘Deve não, Miguilim, descarece. Fica todo olhando para a tristeza não...’ (...) A alegria do Dito em outras ocasiões valia, valia, feito rebrilho de ouro.
(...)
– ‘Miguilim, Miguilim, eu vou ensinar o que agorinha eu sei, demais: é que a gente pode ficar sempre alegre, alegre, mesmo com toda coisa ruim que acontece acontecendo. A gente deve de poder então ficar mais alegre, mais alegre, por dentro!’
(Guimarães Rosa)

sexta-feira, 16 de maio de 2014 0 comentários

Violeta foi para o céu, mas antes nos deixou preciosidades

Meu Deus, quanta preciosidade ainda não conheço?
(pensar seriamente sobre isso me causa uma ligeira ansiedade...)
Essa pergunta me veio agora, ao ver no Telecine Cult o filme "Violeta foi para o céu". Comecei vendo-o despretensiosamente e...me apaixonei. Como assim? Como ainda não conhecia Violeta e suas canções? O que é aquela trilha sonora?
Abaixo uma palhinha do que ouvi no filme:
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topa o desafio?

Há dois artistas argentinos que sou muito fã: Liniers e Decur. Para minha felicidade, no Brasil já há livros (Macanudo) com as tirinhas traduzidas do Liniers. Tenho o Macanudo n.1 e a tirinha abaixo encontra-se nele. Tal tirinha mexeu tanto comigo que tenho me desafiado a replicá-la no meu dia a dia. E na intenção de desafiar outros também, ela virou foto da capa do meu perfil no Facebook, por prazo indeterminado. :)



quinta-feira, 15 de maio de 2014 0 comentários

para hoje: Quintana

"A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida..." (Mario Quintana, o poeta da simplicidade)
terça-feira, 13 de maio de 2014 0 comentários

Dia doce | Parábola de um bom estudante

"Eu me confrontei com animais”. Foi assim que a estudante de arquitetura Mikhaila Copello, de 22 anos, definiu o que presenciou e viveu na noite da última terça-feira na Freguesia, bairro da Zona Oeste do Rio, um dia depois da morte de Fabiane Maria de Jesus, vítima de linchamento em Guarujá. Sozinha, ela evitou que a ira de um grupo de moradores da região matasse um jovem que acabara de roubar um celular. (...)
"— O PM entrou e disse: “Se gosta de bandido, leva pra casa". E todo mundo bateu palma. Algemaram o cara, que me olhou nos olhos e disse: obrigado. Comecei a chorar compulsivamente."

segunda-feira, 12 de maio de 2014 0 comentários

#NãoExisteAmorEmSP

Este final de semana acontecerá a Virada Cultural SP e para minha alegria eu estarei lá! Há tantas opções bacanas na programação que eu me alegro só de sabê-las, mesmo ciente que não conseguirei ver todas.
Eu amo SP, ou melhor, amo as oportunidades culturais que a cidade me oferece. Mas acredito que não seria muito feliz morando lá. Eu a amo justamente por morar fora. Se vivenciasse diariamente metrô/ônibus lotado e trânsito caótico, certamente teria outra opinião. Hoje entendo porque meus amigos de SP pouco usufruem da cidade em seu tempo livre. Na verdade, eles possuem pouco tempo livre. Durante a semana eles perdem a noite no trânsito, no retorno para casa; e no final de semana eles compartilham de um só pensamento: descansar, longe de tudo que lhe remeta à canseira dos dias úteis (metrô/ônibus/trânsito/mar de gente).
Lá em SP vive-se pouco para trabalhar e trabalha-se muito para viver. Viver? Que vida é essa?
domingo, 11 de maio de 2014 0 comentários

Pitanga em pé de amora

"E é coisa certa é o melhor remédio
Contra o tédio que o tempo traz
Se a solidão é o pior castigo
Eu me vingo cantando assim"


"Foi melhor assim, você sem mim, eu sem você
Pois é, faltou um triz pra ser feliz
E agora o que restou?
Me faz acreditar
Que o tempo, a vida, a sorte um dia vão vingar"



sexta-feira, 9 de maio de 2014 0 comentários

pequenas felicidades certas...


"quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim." (Cecília Meireles)

quarta-feira, 7 de maio de 2014 0 comentários

odeio você

Hoje fui agradavelmente surpreendida pela seleção de músicas do voo da Avianca, em especial a seleção MPB. A música que mais mexeu comigo foi "Odeio", de Caetano Veloso.

terça-feira, 6 de maio de 2014 0 comentários

dance, mesmo que não faça sentido

Clique na imagem para ampliá-la.

segunda-feira, 5 de maio de 2014 0 comentários

Dia amargo

Há dias que pouca coisa faz sentido, inclusive a fé no ser humano: "Morre mulher linchada pela população no Guarujá, vítima de boatos".

"Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Vamos celebrar nossa justiça"

domingo, 4 de maio de 2014 0 comentários

hoje eu quero é sambar!

"Mas que nada
Sai da minha frente
Eu quero passar
Pois o samba está animado
Hoje eu quero é sambar!"

sábado, 3 de maio de 2014 0 comentários

eu me importo












Sim, eu me importo...
- com as pessoas que magoei;
- com as pessoas que me magoaram.
Sinto uma imensa necessidade de liberar perdão e de ser perdoada.
Eu me importo, e não me importo de ser assim.

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a vida em 3 tirinhas



Arte: Vi-Venes



quinta-feira, 1 de maio de 2014 0 comentários

a vida é um risco

Por anos eu vivi tentando não causar dor/desconforto a mim e às pessoas ao meu redor. Nas situações críticas, eu tentava me antecipar, prever a reação do outro e se, no meu julgamento, ela fosse desfavorável ao outro então eu tomava a decisão de lidar com tudo sozinha. Além de querer sempre evitar ser um "peso"  para o outro, era também uma forma de eu me proteger de uma possível reação negativa.
Mas tudo isso não era assim tão óbvio, eu fazia tudo de uma forma não muito consciente, tinha virado um hábito. Esse meu jeito de lidar com as adversidades só veio à tona quando minha terapeuta disse "Raquel, você precisa deixar que o outro decida por si só, não tire dele este direito de analisar a situação e reagir". Era isso, eu estava tentando viver sem me arriscar.
Quando eu me acidentei de moto eu estava hospedada sozinha na casa de um amigo, ele estava fora. Depois do acidente, eu tinha a opção de avisá-lo ou não. Eu optei por não avisá-lo. E assim, mais uma vez, eu decidi lidar com tudo sozinha (mesmo precisando de ajuda) para não colocar meu amigo em uma situação complicada. Eu simplesmente privei meu amigo de lidar com aquela situação e decidir por si só o que fazer diante da notícia do meu acidente. Eu não quis arriscar.
Mas a vida é um constante risco e nós não temos o controle de nada e de ninguém. O outro é outro e não eu, por mais parecidos que possamos ser. Não há como prever com exatidão suas reações.
Expressar meus sentimentos, expor minhas fragilidades e necessidades ao outro tem sido um constante exercício. Assim como não privá-lo de uma possível dor ou embaraço.
E ao fazer isso, tenho aprendido também a lidar com suas respostas, em especial as negativas. Tudo isso tem servido para aumentar meu repertório emocional. Mas não tem sido fácil, porque afinal como diz a Adélia Prado: "a existência humana é um vale de lágrimas...onde se tem alegria, oásis, grama verde, crianças...é a vida". Apesar dos pesares, viver ainda vale muito a pena.
quarta-feira, 30 de abril de 2014 0 comentários

Seguindo pelo deserto...

De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos, não é a bola bonita caminhando
solta no espaço.
(Adélia Prado - Poesia Reunida, p.199)

Aquele que me fez me tirou da abastança,
Há quarenta dias me oprime do deserto. (...)
Ó Deus de Bilac, Abraão e Jacó,
Esta hora cruel não passa?
Me tira desta areia, ó Espírito,
Redime estas palavras do seu pó.

(Adélia Prado - Poesia Reunida, p.189)

Meu Deus,
me dá cinco anos.
Me dá um pé de fedegoso com formiga preta,
me dá um Natal e sua véspera,
o ressonar das pessoas no quartinho.
Me dá a negrinha Fia pra eu brincar,
me dá uma noite pra eu dormir com minha mãe.
Me dá minha mãe, alegria sã e medo remediável,
me dá a mão, me cura de ser grande,
ó meu Deus, meu pai,
meu pai.
(Adélia Prado - Poesia Reunida)
terça-feira, 29 de abril de 2014 0 comentários

Memórias de infância

Voltei a ler "Memórias inventadas: as infâncias de Manoel de Barros" porque as memórias dele me levam até às minhas. Acabei de ler "O apanhador de desperdícios", da "A primeira infância", que me fez lembrar minhas muitas horas debruçada no chão, sobre um formigueiro. Lembro que eu gostava de testar o "paladar" das formigas presenteando-as com diferentes alimentos: açúcar, arroz, feijão. Lembro também que eu adorava vê-las trabalhando. Eu jogava terra dentro do formigueiro para vê-las retirar, grão por grão, um "trabalho de formiguinhas". E ficava boquiaberta quando as soltava lá de cima e elas caiam no chão como se nada tivesse acontecido. Quanto mistério por trás de um ser tão 'desimportante'.
As lesmas também me causavam curiosidade. Não tinha coragem de tocá-las, mas elas me fascinavam. Um dia ouvi que jogar sal na lesma a fazia borbulhar, resolvi testar, sem pensar nas consequências para o animal. Joguei sal e quase morri do coração quando a vi borbulhar. Meu desespero foi tamanho que chorei e no impulso dei um banho na coitada para retirar o sal. Aquilo me fez sentir a pior pessoa do mundo. Descobri que Manoel de Barros também gostava de lesmas, ele escreveu sobre elas.
Abaixo vão seus textos sobre os seres desimportantes. Manel, Manel...você me encanta!

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Perder-se para encontrar-se

Perder-se para encontrar-se: o monge, o gato e a lua
10/04/2014 - Leonardo Boff

O homem moderno perdeu o sentido da contemplação, de maravilhar-se diante das águas cristalinas do riacho, de encher-se de espanto face a um céu estrelado e de extasiar-se diante dos olhos brilhantes de uma criança que o olha interrogativa. Não sabe o que é o frescor de uma tarde de outono e é incapaz de ficar sozinho, sem celular, internet, televisão e aparelho de som. Ele tem medo de ouvir a voz que lhe vem de dentro, aquela que nunca mente, que nos aconselha, nos aplaude, nos julga e sempre nos acompanha. Essa pequena estória de meu irmão Waldemar Boff, que tenta pessoalmente viver no modo dos monges do deserto, nos traz de volta a nossa dimensão perdida. O que é profundamente verdadeiro só se deixa dizer bem, como atestam os sabios antigos, por pequenas estórias e raramente por conceitos. Às vezes quando imaginamos que nos perdemos, é então que nos encontramos. É o que esta estória nos quer comunicar: um desafio para todos.
“Era uma vez um eremita que vivia muito além das montanhas de Iguazaim, bem ao sul do deserto de Acaman. Fazia bem 30 anos que para lá se recolhera. 
domingo, 27 de abril de 2014 0 comentários

Hoje eu quero voltar sozinho | Cinema

Tenho dois amigos cegos, desde minha infância. Lembro que na adolescência a gente sentava na calçada de casa para eu ler para eles. Juntos, lemos muitas livros da Coleção Vaga-Lume e Pollyana. Adorávamos o jogo do contente criado por Pollyana, nele éramos desafiados a ver o lado bom de tudo. E eles levavam isso muito a sério. Não lembro deles tristes, ao contrário, eles sempre foram dois jovens muito alegres e sorridentes. E independentes também, tanto que às vezes eu me esquecia do detalhe deles não enxergarem.

Vi recentemente o filme "Hoje eu quero voltar sozinho" e fiquei encantada. O filme me fez lembrar dos meus amigos, suas dificuldades em amadurecer e pertencer a esse mundo tão visual. Por isso, o filme é muito mais do que apenas uma (suposta) discussão sobre a homossexualidade. Ele vai além. O filme mostra que somos todos iguais, independente de nossa "opção sexual". Vale muito a pena ver.
Abaixo vai o curta-metragem do mesmo diretor (Daniel Ribeiro), "Eu não quero voltar sozinho", que deu origem ao longa. Encantável também.

sábado, 26 de abril de 2014 0 comentários

Abraços | Liniers

O abraço foi feito para expressar o que as palavras deixam a desejar...
*
 
 
quinta-feira, 24 de abril de 2014 0 comentários

Corra e olhe o céu | Cartola

"Linda!
No que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia!"
(Cartola)

segunda-feira, 21 de abril de 2014 0 comentários

The Bro Code | Meu blog masculino favorito

Não costumo acompanhar blogs, mas tem um que vire-e-mexe eu o visito: The Bro Code. O que me chama atenção é que o blog é sobre relacionamento e poeticamente escrito por um cara (Ique Carvalho). Escrevendo sobre as próprias experiências amorosas e de terceiros, ele nos dá um gostinho do que se passa na cabeça de um homem quando o assunto é o coração (ele também tenta desvendar o coração feminino). E o Ique escreve com o coração escancarado, sem medo de parecer piegas ou menos homem.
Meus textos preferidos são : "Faça amor, não faça jogo", "Carta ao príncipe encantado" e "Namore uma mulher que sorria". Não vou postá-los aqui justamente para fazer você visitar o The Bro Code, vale a pena, vai por mim. Ah...todo texto vem com uma trilha musical. Então, aperte o play e boa leitura!

domingo, 20 de abril de 2014 0 comentários

Roda Viva | Adélia Prado

Adélia está na minha lista de escritores(as) preferidos. Ouvir suas opiniões sobre política, Copa do mundo, cotidiano e religiosidade é uma delícia. Vale a pena!

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Minha escrita

Eu escrevo bastante. Mantenho um diário (não muito atualizado), carrego comigo um Moleskine de bolso para anotar ideias e pensamentos, meus emails aos amigos são sempre grandes e tento usar este canal para me expressar. Escrevo porque eu penso em demasia e só consigo organizar meus pensamentos soltos e inúmeros quando eu os materializo na escrita. Acho que me expresso melhor escrevendo do que falando, mas mesmo assim ainda tropeço nas palavras escritas e nem sempre a informação chega do outro lado como deveria. Eu escrevo, mas queria saber escrever, em especial poesia. Uma poesia simples, que flua, que não precise ser racionalizada e nem de dicionário ou de um crítico para me ajudar em seu entendimento. Meus poetas favoritos são pessoas simples, que não fazem poesia, não precisam de inspiração, são poetas por vocação.

"Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento..."
(Alberto Caeiro)
terça-feira, 15 de abril de 2014 0 comentários

Sofrimento

"De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo. O mundo, cheio de departamentos, não é a bola bonita caminhando solta no espaço." (Adélia Prado)
"Felicidade só em raros momentos de distração..." (Guimarães Rosa)

A vida é feita também de sofrimento. E a gente vive para afastá-lo achando que assim nos aproximaremos da tal "felicidade". Mas a vida é feita de ambos, então o melhor a fazer é vivenciá-los em paz. Para mim o sofrimento é uma condição de consciência. Quando um ente querido morre, vem o sofrimento nos "conscientizar" que a vida é finita, mesmo a gente vivendo como se gozasse de vida eterna. Quando sofremos por um amor 'perdido', é a vida nos lembrando que nada nos pertence. Negar o sofrimento nunca é a melhor saída, porque na próxima esquina ele nos acha novamente. Tentar desesperadamente preencher o vazio gerado por ele com elementos externos também não me parece uma boa ideia. Acho, na minha simplória experiência, que a saída mais 'saudável' é enfrentá-lo de frente, reconhecendo sua existência e permitindo sua vivência (passar pelo luto). Acredito que só assim conseguiremos identificar e agregar as ferramentas necessárias para superá-lo ou de algum forma conviver com ele em paz. Na minha primeira desilusão amorosa, eu achei que fosse morrer, literalmente. Até dores físicas no peito eu cheguei a sentir. Foi um longo e dolorido sofrimento, mas que me permitiu conhecer mais de mim mesma. Minha primeira experiência com morte de um familiar também foi barra pesada, mas me ajudou a passar com mais facilidade e tranquilidade nas outras duas que viriam. Dessa forma, percebo que minhas experiências com a dor tem ampliado meu repertório emocional e me ajudado a buscar dentro de mim mesma os instrumentos necessários para me readaptar. Percebo também que o sofrimento me obriga a ser criativa, ele me força a pensar em maneiras novas de superá-lo.
sábado, 5 de abril de 2014 0 comentários

uma vida inteira

*
"Entre o beijo de 5 minutos atrás e a premonição do fim, pode caber uma vida inteira. Não é fácil, tão pouco impossível. Se existe essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios....Talvez a gente caia no chão, talvez a gente saia voando. O verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão. Por que a vida não faz nenhum sentido se não for para darmos o salto."
sexta-feira, 4 de abril de 2014 0 comentários

silêncio...


"Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos".

(Drummond, em O constante diálogo)
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a pobreza e eu

Estar em constante contato com a pobreza e com as pessoas que sofrem seus males, cansa na alma, dói.
As necessidades são maiores do que eu tenho a oferecer. E eu nem ofereço ajuda emergencial, ofereço educação. Na minha ânsia imediatista de ajuda, às vezes fico pensando que eu deveria ter feito medicina e ter me oferecido para trabalhar nos Médicos sem Fronteiras, ou algo do tipo. Mas não fiz medicina e nem pretendo fazer, então neste sentido eu me basto assistindo documentários sobre as ações dessas organizações. Enquanto isso, vou seguindo, botando fé na educação como via de mudança e alteração de rotas.
terça-feira, 1 de abril de 2014 0 comentários

eu, intensa

Eu sou assim, ligada na tomada.
Sempre querendo encontrar uma razão pra tudo.
Pessoas como eu sofrem mais.
Se decepcionam mais.
Por outro lado, crescemos.
Evoluímos.
Amadurecemos.
Nada é estático em nossas vidas.
Nada é à toa.
Tudo ganha uma compreensão,
tudo é degrau, tudo eleva.
(Martha Medeiros, em Intensa)
quinta-feira, 27 de março de 2014 0 comentários

Fim.

E o fim chegou numa tarde nublada de domingo, com direito a silêncio na despedida. Dor.
*
(Arte de Leonid Afremov)
domingo, 16 de março de 2014 0 comentários

Maranata, ora vem

Apesar das desgraças, há ainda neste mundo algo sobrenatural que o suporta em amor e graça.
Shalom!
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Encontrando-me nos textos de Cecília

A ARTE DE SER FELIZ
(Cecília Meireles)

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre um cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. 
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014 0 comentários

Imperfeição

"Vulnerabilidade não é fraqueza, mas a melhor definição de coragem" (Brené Brow)
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 0 comentários

Saudade...

Lembro que quando pequena eu achava sua mão imensa, a minha pequena se perdia dentro da dele. Lembro também que sua mão era áspera, mas ao mesmo tempo macia. Ou só era áspera mesmo por conta do trabalho no campo, mas eu as adorava. No fim, sua mão ficou pequena, muito macia e manchada. E no leito do hospital, meio inconsciente, ela era o que nos unia, nos aproximava e nosso amor se transportava, de um lado para outro. Sua mão já não era mais a que protegia, mas a que pedia proteção e cuidado. Ele voltou a ser criança, todo homem volta e cabe a nós segurar a sua mão.
domingo, 16 de fevereiro de 2014 0 comentários

Feliz! :)

"Guimarães Rosa diz que 'felicidade só em raros momentos de distração...' Certo. Ela vem quando não se espera, em lugares que não se imagina. Dito por Jesus: 'É como o vento: sopra onde quer, não sabes donde vem nem para onde vai...' Sabedoria é a arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples." (Concerto para corpo e alma, Rubem Alves)
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014 0 comentários

Novos sons na vitrola

Reunindo coisa boa lá no SoundCloud:
https://soundcloud.com/raquel-arouca/sets/som-bom
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014 0 comentários

Pedra do Arpoador

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O Rio é lindo de ser fotografado.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014 0 comentários

Traços insólitos

dente de leãoFlor em grafiteMenina e cãoNariznatureza morta em grafitedia 15
adeus 10 01Paint 1pitanga em lápis de corVioleta em lápis de corVilarefugiada em gradite
spend more timeBotaasasdia 12Corpo

Minha poesia na ponta do lápis.
 
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