Buenos, dia IV (terça-feira), último dia...
Foi mal aí o sumiço...trabalhar demais dá nisso.
Mas cá estou novamente, para atualizá-los!
Vou continuar de Buenos, ok?
Como disse nos post anterior, cheguei no sábado e tal.
Domingo foi um dia cheio!
No final da tarde, a caminho do hostel pela Avenida de Mayo, fomos saborear as delícias (bota delícia!) do Café Tortoni (1858), café mais antigo de Buenos em funcionamento e ponto de encontro de intelectuais, políticos e tangueiros. Lá tem estátuas de 2 clientes famosos: Jorge Luis Borges (escritor) e Carlos Gardel (cantor de tango).
Para terminar bem nosso domingo...fomos para uma balada em Palermo. Esqueci o nome do lugar, mas ele começa a noite como barzinho normal e termina como danceteria. Naquela muvuca toda fomos descobertas por 3 argentinos (aí na foto abaixo) que adoram o Brasil e que passarão as próximas férias no RJ. Eles ficaram tão empolgados com a nossa presença e ficavam o tempo todo gritando "Brasile, Brasile, Brasile...", muito engraçado!
Buenos Aires...a cidade que nunca dorme!
Cá estou em Buenos Aires, nem acredito!
Minha primeira viagem "internacional"!
E olha que ela quase não aconteceu...semana com muitas atividades, poucas horas dormidas, ônibus para SP quase perdido, dificuldade em fazer câmbio em Viçosa, cia aérea trocada sem aviso prévio.
Mas a saída do Brasil e entrada na Argentina foi tranquila, sem surpresas desagradáveis.
Estou hospedada no Hostel Che Lagarto. No meu quarto, sou a única menina no meio de 3 meninos (2 de SP e 1 da Colômbia). Achei q fosse estranhar mais, mas estou de boa, ficar em albergue tem destas coisas.
Mas voltando...
Cheguei ontem (sábado) às 18h e paguei 98 pesos argentinos em um táxi do aeroporto até o hostel. Quanto vale 1 peso?? 1 peso argentino = 0,59 reais.
Encontrei com as meninas de Sanca city q também vieram pro congresso. Mas elas estão em outro hostel (Che Hostel). Para começarmos bem nossa chegada a tão esperada Buenos, fomos para um barzinho (não lembro o nome!) em San Telmo, um dos points para se passar bem a noite portenha! Quem nos deu as boas vindas foi a Quilmes, uma legítima cerveja argentina desde 1888. Olha que não curto muito cerveja, mas a Quilmes é boa mmo, ela é mais suave, menos amarga do que as nossas. Aprovada!
Por hj é só, espero postar mais (e com fotos!) sobre minhas peripécias em terras portenhas!
Besos!
A vida aqui em Viçosa não mudou muito. Continuo na casa das meninas, com as coisas espalhadas pela casa (roupas em um quarto, mesa em outro, cama na sala). Mmo nessa loucura toda, decidi q ficarei por aqui e assim até dezembro, depois disso...só Deus sabe! Mas não tenho do que reclamar aqui em "casa", as meninas são ótimas, atenciosas, carinhosas, dispostas e compreensivas. Elas têm sido meu refúgio nesta cidade estranha.Artesanato local feito de balata: boto, pirarucu, tartaruga, macaco, cavalo, boi, cobra, índio, jacaré, coruja, peixe-boi, etc.
Pôr-de-sol na Estação das Docas, ponto turístico de Belém.
O evento, VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, está ocorrendo na Universidade Federal do Rio de Janeiro, aqui no campus da Praia Vermelha, perto da Urca, do famoso bondinho e tal.
Bom, o fórum não tá lá grande coisa, muito desorganizado.
Neste momento, enquanto escrevo, o nosso ministro do meio ambiente, Carlos Minc, está falando as maravilhas do teu mandato (qta abobrinha!).
Hj é o terceiro dia do fórum, tá chovendo e frio (praia nem pensar!). Amanhã termina e eu volto para Viçosa, passo uma semana lá e em seguida viajo para Vitória, ES.
Ah...temos aqui no fórum a presença de 2 tribos indígenas, um privilégio imenso para nós!
É isso, pessoal. Depois escrevo mais, tá na hora do almoço.
Bjo saudoso.
Ele, o texto, fala muito de mim....
.
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: nem sempre meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime; às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna.
Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.” (O impulso, de Clarice Lispector)
Depois de Sampa, fui para Indaiatuba visitar Marcos, Gláucia e o lindo do Adryel!A visita foi rápida, mas muito prazerosa.
Adryel até me convidou para ir ao cinema, com direito a pipoca e refrigerante. Tdo pago por ele!
rsrsrs...pior que foi verdade! Uma criança de 5 anos bancou meu cinema!!!!!
Assistimos "A era do gelo 3", eu pela primeira vez e Adry pela segunda.
Cara, tinha esquecido como é gostosa a risada de uma criança!
Melhor do que o filme, foi estar ao lado do Adry e ouvir suas risadas sinceras que ecoavam dentro de mim...Bom demais!
Adry é especial...amoroso, inteligente e intenso.
Bom tê-lo como um sincero amigo mirim.
Depois de Acre, passagem rápida por Brasília, cá estou na cidade de SP.Acho que não suportaria morar aqui,
Cheguei no Tietê, deixei minha mala no guarda volumes e fui correndo para o Museu da Língua Portuguesa, depois dei uma passada rápida na Pinacoteca.
Uma tarde respirando arte!
Aproveitei também para compartilhar
Lí, Mari, Luis, Gaspar, Marcinha, Arrazo, Haroldo, Angela, Tais...
Com eles visitei a avenida Paulista,
fui até a rua Augusta,
tomei café no Espaço Unibanco,
comi num boteco.
Sonhei na Livraria Cultura (meu Deus, quero morar numa livraria assim!),
deslumbrei a Fnac
e quase entrei no Masp (maldita chuva!).
Parece besta,
mas caminhar na chuva em plena avenida Paulista já foi um programão!
Gosto de ficar lá e observar as pessoas em seus mais variados estilos e comportamentos.
Gosto daquele ar de boemia, arte e cultura!
Gosto das cores, das luzes e sabores.
Segundo alguns amigos paulistas,
que já viajaram para fora,
SP não fica atrás em nada das grandes capitais internacionais,
pelo menos quanto ao mundo alternativo.
Não duvido.
Para mim, SP tem cara do mundo.
Pura diversidade!
Termino este post com um texto que vivenciei lá no Museu da Língua Portuguesa:
Parte desta surpresa foi resultante do meu grotesco preconceito sobre o Estado, infelizmente.
Confesso que não esperava ver modernidade e regionalismo juntos.
Sim, sua capital (Rio Branco) é moderna e não fica devendo em nada perto de outras capitais que conheci. É uma cidade ampla, limpa, histórica e com uma infra-estrutura invejável.
Acre tem história viva, seus personagens estão "vivos" nas pessoas e por todos os lados. Coisa que não se vê por aqui.
Além disso, os acreanos(as) são simpáticos(as) e acolhedores(as).
Acho que moraria lá.
Só não sei se suportaria os 39 graus...
Espero voltar em breve e explorar ainda mais este Estado tão bacana!
.
Fruto: Também chamados de "ouriços" pelos nativos, o fruto da castanheira é, caracteristicamente, uma cápsula globosa, com uma casca lenhosa de coloração castanho-escura e superfície espessa e bastante dura. Têm de 10 a 15cm de diâmetro e pesam, em média, cerca de 900g, podendo atingir quase dois quilos. Quando os "ouriços" amadurecem (de dezembro a março), eles despencam do alto da castanheira, devendo ser apanhados no chão. Por seu peso e pela altura das castanheiras, esses frutos, muitas vezes, alcançam o chão com tal força e velocidade que, dependendo do tipo de terreno, afundam no solo. Com dimensões e forma equivalentes às de um crânio humano normal, o fruto da castanheira constitui-se em uma resistente cápsula que não se abre espontaneamente (para liberar as sementes é preciso romper a sua porção inferior). Abriga em seu interior, envoltas em polpa amarela, .um número variado de sementes - entre 10 a 25. Essas sementes, cujo tamanho varia entre 4 a 7 centímetros de comprimento, por sua vez, têm também uma casca bastante dura e rugosa e encerram a amêndoa tão procurada.
.
.
Na alimentação: pode ser consumida fresca ou assada, sendo um tira-gosto muito apreciado em todo o mundo. A castanha-do-Brasil participa, também, como ingrediente de inúmeras receitas doces e salgadas. Quando ralada (crua) e misturada com água obtêm-se um leite usado na culinária que pode até substituir o leite de vaca (para saber como fazer o leite, clique aqui).
Da semente também são extraídos o óleo e o extrato de castanha-do-Brasil . Com coloração clara, quase transparente, e o um sabor suave e agradável, o óleo dá um toque especial delicioso quando usado em saladas e refogados, bem como em outras receitas culinárias, Recomenda-se o consumo de 5 a 10 g/dia, equivalente a 1 a 2 colheres de sopa/dia. Cada 1g de óleo equivale a 9 cal. Este produto pode ser utilizado por adultos e crianças sem qualquer contra-indicação.
.
Propriedades medicinais: antioxidante, emoliente, energizante, hidratante, nutritiva. Indicações: evitar a formação de radicais livres (o selênio de uma castanha é maior que a necessidade diária do organismo), fígado, anemia, hepatite, desnutrição. Esmagadas cruas, servem para cauterizar feridas. A água colocada dentro do ouriço, ou a água do umbigo do ouriço, para anemia, hepatite, desnutrição, malária e como energizante. Na medicina popular a casca do caule deste vegetal é utilizada como chá ou sumo para o tratamento de moléstias crônicas do fígado e como antimalárica, e a água do fruto contra hepatite.
.


