Hoje eu fui à livraria. Ao contrário de uma Cultura, ela é bem pequena, só tem uma sala e duas funcionárias. Mas lá tudo é muito pessoal e acolhedor, as funcionárias te chamam pelo nome, passam tempo papeando com você sobre os autores e suas obras e lhe dão também liberdade para você ter seu próprio tempo dentro da livraria. Hoje, inserida nesta atmosfera, eu me senti muito feliz e agradeci. No trajeto para casa fui degustando a boa sensação e pensei que o quero mesmo é continuar assim por enquanto, visitando lugares já conhecidos. Aventurar-me por este mundão não é uma opção hoje, ao menos não sozinha. Desde 1999 já me mudei de cidade 5 vezes, passando por 4 cidades, 2 estados e dentro das cidades me mudei várias vezes de casa. Gosto de mudanças, novidades e desafios, mas hoje sinto que quero fincar raízes em um local, ser chamada pelo nome pelo atendente da padaria, ser amiga da vendedora de livros e cumprimentar diariamente o seu João da banca de jornal.
Mas...por outro lado, eu também estou pronta para recalcular a rota por alguém. Acompanhada, eu topo me mudar, abrir mão dos meus lugares conhecidos e recomeçar do zero em um novo local (já fiz isso e faria novamente). Mas, enquanto o amor não vem, eu continuo cultivando e curtindo minha rotina de andar pelos mesmos lugares.