quinta-feira, 15 de outubro de 2009 0 comentários

San Clemente del Tuyú, AR.

Eis aqui o "causador" das minhas "férias" em Buenos Aires...o VI Congresso Iberoamericano de Educação Ambiental!
O Ibero aconteceu em San Clemente del Tuyú, uma cidade balneária da Argentina. Depois dos agradáveis 4 dias em Buenos, embarcamos para o congresso.
Chegamos em San Clemente às 14h de quarta e...cadê todo mundo da cidade??? Galera, foi surreal! Não tinha ninguém na cidade, mas ninguém mmo! Parecia cena de filme de suspense. E para deixar ainda tudo mais "estranho", estava nublado, fazia um frio lascado e ventava muito. Nosso primeiro pensamento foi: "hummm...talvez seja baixa temporada". E de fato, estávamos no final do invernos e, portanto, existiam muitas casas de veraneio fechadas. Mas no decorrer dos dias descobrimos o verdadeiro motivo da "cidade fantasma", é que em San Clemente a sesta é sagrada e acontece todos os dias das 13-17h!!! Às 17:01h a cidade volta a ter vida novamente, como se todos tivessem brotado do nada e ao mesmo tempo. Bizarro.
Ficamos sabendo ainda que muitas outras cidades argentinas adotam a sesta. Ô inveja! Esta "moda" bem que podia pegar aqui em solo brasileiro.
Voltando ao congresso...eu e Gínia apresentamos, pela primeira vez, um trabalho d'A Rocha Brasil em um evento científico. Uhu!
Como não poderia ser diferente, em San Clemente também há exceções e uma delas é fábrica de alfajores caseiros Ruta Dulce (delícia!), que fica aberta das 9 às 21h, todos os dias! Alfajores...hummm...muito bom, uma das especialidades argentinas!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009 0 comentários

Buenos, dia IV (terça-feira), último dia...

O dia começou no meio do mato...eu e Gabi fomos conhecer a Reserva Ecológica de Buenos que fica lá em Puerto Madero. Para quem curte pássaros é um prato cheio!
Após nossa trilha, fomos para o bairro La Boca (sim, é onde fica o estádio do Boca Juniors!). Em La Boca fica também um dos cartões postais de Buenos, o Caminito, um museu ao céu aberto e sem portas.
A história é a seguinte: na década de 1950, o morador Arturo Cárrega decidiu recuperar o terreno onde primeiro havia passado um estreito arroio e mais tarde o trem; Cárrega convidou o pintor Quinquela Martín, que batizou a rua de 100 metros como "Caminito" pelo título do popular tango de 1926 de Peñalosa e Filiberto; doações de distintos artistas foram somando-se à rua e em 1959, Caminito converteu-se em um museu.
Após Caminito, embarcamos em um ônibus e fomos para a área de bosques e lagos de Palermo. No caminho passamos pela Floris Generica, um monumento dinâmico de uma flor de dimensões gigantescas de aço e alumínio que abre e fecha gradativamente suas pétalas da mesma maneira que uma flor natural com a luz do sol. Cada pétala pesa 4 toneladas! Uma obra do arquiteto Eduardo Catalano.Terminamos nossa estadia em Buenos assim: caminhando por bosques...ao lado do Jardim Japonês, perto do Zoo, a um passo do Rosedal. Nos despedimos de Buenos bem ao estilo "ecológico": com os pés descalços, sob às árvores, curtindo o tempo no gramado como os argentinos!
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Buenos, dia III (segunda).

Depois de tanto bater perna no domingo, a segunda-feira começou preguiçosa...Fomos fazer câmbio no centro, ou melhor as meninas, e conhecer a Calle Florida (Calçadão), um dos circuitos de compras mais importantes da cidade. Depois, eu e Paola resolvemos fazer um passeio mais natureba, fomos conhecer o Puerto Madero (onde fica o porto de Buenos Aires), o bairro mais jovem da cidade e a Costanera Sur, um dos paraísos verdes.
Passamos também pela praça San Martín, que tem vários monumentos históricos. Aqui tivemos uma história engraçada...tudo por uma sequóia. Em nosso guia estava escrito que na praça existiam sequóias (árvores milenares, a árvore mais alta da Terra é uma sequóia de 115m!). Pronto, ficamos entusiasmadíssimas (claro, um bando de biólogas!). Saimos perguntando para portenhos presentes na praça e ninguém sabia desta informação, na verdade, nem sabiam o que era uma sequóia e nós não sabíamos como dizer "sequóia" em espanhol! Até que um executivo nos orientou a perguntar ao jardineiro da praça e lá fomos nós. Achamos o responsável pela manutenção da praça e, para variar, ele também não sabia o que era uma sequóia e nem se tinha isto na praça dele! O melhor foi a Lú, nossa intérprete, tentando ajudar o senhor a entender nossa pergunta, mas trocando sequóia por baóba (árvore africana da história do Pequeno Príncipe). Enfim, uma confusão só! Até achamos uma conífera (grupo das sequóias) mas nossos conhecimentos biológicos foram insuficientes para identificá-la como sequóia ou não. O jeito foi deixar a praça para trás sem saber se nosso guia estava correto.

Após um dia caça às sequóias, nossa noite terminou numa Milonga (bailes onde se dança e ensina tango), na Catedral do Tango no bairro de Almagro. Local com uma decoração super original, comida boa, música boa e muitas risadas nas aulas de tango!
E assim foi-se mais um dia em Buenos...

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Buenos, dia II (domingo).

Caríssimos e caríssimas!
Foi mal aí o sumiço...trabalhar demais dá nisso.
Mas cá estou novamente, para atualizá-los!
Vou continuar de Buenos, ok?
Como disse nos post anterior, cheguei no sábado e tal.
Domingo foi um dia cheio!
Logo de manhã fomos todas (eu, Lú, Mayla, Val, Paola, Marta e Gabi) para San Telmo. Todo domingo de manhã acontece na Rua Defensa uma super feira ao ar livre, com direito a antiguidades, artesanatos diversos, artistas de rua e muita comida!
Depois da feira fomos andando até a famosa Casa Rosada. A beleza dos prédios de Buenos é impressionante! Os gramados, os jardins, tudo muito bem cuidado e usufruído. Sim, usufruído, pq lá não se vê as placas "não pise na grama". Ao contrário, as praças e gramados são do povo e este não perde tempo em usá-los. Ficamos encantadas com aquela gente toda sentada, deitada, lanchando, namorando, brincando, fazendo nada nos gramados.
Bom, voltando ao tour...visitamos a "Plaza de Mayo" (em frente a Casa Rosada, aqui ocorreu a Revolução de Maio em 1810, o juramento da Declaração da Independência em 1816 e da Constituição em 1860, aqui também foi cenário da reunião das "Madres de Plaza de Mayo" durante a ditadura) e o "Cabildo" (instituição que representava os interesses locais, hoje um museu).

No final da tarde, a caminho do hostel pela Avenida de Mayo, fomos saborear as delícias (bota delícia!) do Café Tortoni (1858), café mais antigo de Buenos em funcionamento e ponto de encontro de intelectuais, políticos e tangueiros. Lá tem estátuas de 2 clientes famosos: Jorge Luis Borges (escritor) e Carlos Gardel (cantor de tango).

Para terminar bem nosso domingo...fomos para uma balada em Palermo. Esqueci o nome do lugar, mas ele começa a noite como barzinho normal e termina como danceteria. Naquela muvuca toda fomos descobertas por 3 argentinos (aí na foto abaixo) que adoram o Brasil e que passarão as próximas férias no RJ. Eles ficaram tão empolgados com a nossa presença e ficavam o tempo todo gritando "Brasile, Brasile, Brasile...", muito engraçado!

E assim terminou nosso segundo dia em terras portenhas...até o próximo post!
 
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