sexta-feira, 24 de julho de 2009 0 comentários

Rio 40 graus!

Depois de Sanca city, cá estou no que chamam de cidade maravilhosa. E olha, Rio é realmente uma cidade bonita, diferente. Para quem curte arquitetura antiga, aqui tem um monte, um prédio mais bonito que outro. O trânsito aqui também é louco como SP, mas não há tantos motoboys suicidas como lá. Uma coisa que tem muito por aqui, exageradamente, é táxi, por todo lado e aos montes. E como toda cidade turística, os taxistas se aproveitam da sua desorientação para ganhar dindin.
O evento, VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, está ocorrendo na Universidade Federal do Rio de Janeiro, aqui no campus da Praia Vermelha, perto da Urca, do famoso bondinho e tal.
Bom, o fórum não tá lá grande coisa, muito desorganizado.
Neste momento, enquanto escrevo, o nosso ministro do meio ambiente, Carlos Minc, está falando as maravilhas do teu mandato (qta abobrinha!).
Hj é o terceiro dia do fórum, tá chovendo e frio (praia nem pensar!). Amanhã termina e eu volto para Viçosa, passo uma semana lá e em seguida viajo para Vitória, ES.
Ah...temos aqui no fórum a presença de 2 tribos indígenas, um privilégio imenso para nós!

É isso, pessoal. Depois escrevo mais, tá na hora do almoço.
Bjo saudoso.
quinta-feira, 16 de julho de 2009 0 comentários

O impulso, por Clarice Lispector

Recebi este texto de uma amiga estes dias e acho que ela acertou em cheio.
Ele, o texto, fala muito de mim....
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“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: nem sempre meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime; às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna.
Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.” (O impulso, de Clarice Lispector)
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Sanca city!

Cá estou em São Carlos, na casa da Moya e Elaine para mais 1 semaninha (só 1 semana! snif...).
Tem sido ótimo ficar aqui, ir ao lab e rever a galera.
Estou tentando terminar mais um artigo...ai, ai...
Fora o trabalho, tenho batido cartão no SESC: fui na Panela Cultural aprender a fazer empanada chilena, vi as bandas Pedra Branca e Teatro Mágico tocarem juntos, e amanhã assistirei Marcelo Camelo em seu show "Sou".
Bom demais, não é?!
Tô adorando!
Bjus...
domingo, 12 de julho de 2009 0 comentários

Família Custódio!

Depois de Sampa, fui para Indaiatuba visitar Marcos, Gláucia e o lindo do Adryel!
A visita foi rápida, mas muito prazerosa.
Adryel até me convidou para ir ao cinema, com direito a pipoca e refrigerante. Tdo pago por ele!
rsrsrs...pior que foi verdade! Uma criança de 5 anos bancou meu cinema!!!!!
Assistimos "A era do gelo 3", eu pela primeira vez e Adry pela segunda.
Cara, tinha esquecido como é gostosa a risada de uma criança!
Melhor do que o filme, foi estar ao lado do Adry e ouvir suas risadas sinceras que ecoavam dentro de mim...Bom demais!
Adry é especial...amoroso, inteligente e intenso.
Bom tê-lo como um sincero amigo mirim.
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Foto: Adryel em 2006, com 2 anos.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009 0 comentários

Ahhhhh...São Paulo!

Depois de Acre, passagem rápida por Brasília, cá estou na cidade de SP.
Acho que não suportaria morar aqui,
mas para passeios culturais é o que há de melhor!
Cheguei no Tietê, deixei minha mala no guarda volumes e fui correndo para o Museu da Língua Portuguesa, depois dei uma passada rápida na Pinacoteca.
Uma tarde respirando arte!
Ô Deus, gracias!
Aproveitei também para compartilhar
e festejar a vida com amigos(as) queridos(as):
Lí, Mari, Luis, Gaspar, Marcinha, Arrazo, Haroldo, Angela, Tais...
Com eles visitei a avenida Paulista,
fui até a rua Augusta,
tomei café no Espaço Unibanco,
comi num boteco.
Sonhei na Livraria Cultura (meu Deus, quero morar numa livraria assim!),
deslumbrei a Fnac
e quase entrei no Masp (maldita chuva!).
Parece besta,
mas caminhar na chuva em plena avenida Paulista já foi um programão!
Gosto de ficar lá e observar as pessoas em seus mais variados estilos e comportamentos.
Gosto daquele ar de boemia, arte e cultura!
Gosto das cores, das luzes e sabores.
Segundo alguns amigos paulistas,
que já viajaram para fora,
SP não fica atrás em nada das grandes capitais internacionais,
pelo menos quanto ao mundo alternativo.
Não duvido.
Para mim, SP tem cara do mundo.
Pura diversidade!
Termino este post com um texto que vivenciei lá no Museu da Língua Portuguesa:
*
Não facilite com a palavra amor.
Não a jogue no espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie com o seu engalanado som.
Não a empregue sem razão acima de toda razão (e é raro).
Não brinque, não experimente,
não cometa a loucura sem remissão
de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra
que é toda sigilo e nudez,
perfeição e exílio na Terra.
Não a pronuncie.
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(O Seu Santo Nome, de Carlos Drummond de Andrade)
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Nota final sobre o Acre...

Acre foi um imensa e agradável surpresa!
Parte desta surpresa foi resultante do meu grotesco preconceito sobre o Estado, infelizmente.
Confesso que não esperava ver modernidade e regionalismo juntos.
Sim, sua capital (Rio Branco) é moderna e não fica devendo em nada perto de outras capitais que conheci. É uma cidade ampla, limpa, histórica e com uma infra-estrutura invejável.
Acre tem história viva, seus personagens estão "vivos" nas pessoas e por todos os lados. Coisa que não se vê por aqui.
Além disso, os acreanos(as) são simpáticos(as) e acolhedores(as).
Acho que moraria lá.
Só não sei se suportaria os 39 graus...
Espero voltar em breve e explorar ainda mais este Estado tão bacana!
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quinta-feira, 9 de julho de 2009 0 comentários

Castanheiras-do-Brasil

Castanheiras-do-Brasil
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Fruto, também chamado de "ouriço"
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A castanha-do-Brasil, antes conhecida como castanha-do-Pará, é uma semente, do fruto da castanheira. Conhecida como a Rainha da Floresta Amazônica, a majestosa castanheira pode atingir até 50 metros de altura e mil anos de idade. A castanha é a única semente comercializada internacionalmente que tem que ser coletada na floresta. Tentativas de cultivar a castanheira para exploração comercial falharam, pois a árvore só produz o fruto no habitat natural.
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Características da planta: Encontradas na floresta de terra firme da Amazônia, a Castanheira-do-Brasil é uma árvore de grande porte que se sobressai acima da copa de outras árvores, podendo atingir até 50 metros de altura. Seu tronco pode chegar a diâmetros de mais de 4 metros, ou roda de 10 a 12 metros. Possui tronco ereto e liso, ramificando-se somente na sua porção superior numa copa proporcionalmente pequena. Tem casca escura e marcada por fendas longitudinais; folhas simples, onduladas e brilhantes, de coloração verde-escura, e flores branco-amareladas vistosas e aromáticas que aparecem de novembro a fevereiro. Desenvolvem-se melhor em clareiras e em áreas não alagadas, com solos argilosos ou argilo-arenosos. As abelhas grandes polinizam suas flores únicas e a cutia é o único animal conhecido que dispersa suas castanhas. Ela abre o ouriço, tira as castanhas, come algumas e enterra outras para comê-las depois. Aquelas que não são desenterradas podem nascer.
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Fruto: Também chamados de "ouriços" pelos nativos, o fruto da castanheira é, caracteristicamente, uma cápsula globosa, com uma casca lenhosa de coloração castanho-escura e superfície espessa e bastante dura. Têm de 10 a 15cm de diâmetro e pesam, em média, cerca de 900g, podendo atingir quase dois quilos. Quando os "ouriços" amadurecem (de dezembro a março), eles despencam do alto da castanheira, devendo ser apanhados no chão. Por seu peso e pela altura das castanheiras, esses frutos, muitas vezes, alcançam o chão com tal força e velocidade que, dependendo do tipo de terreno, afundam no solo. Com dimensões e forma equivalentes às de um crânio humano normal, o fruto da castanheira constitui-se em uma resistente cápsula que não se abre espontaneamente (para liberar as sementes é preciso romper a sua porção inferior). Abriga em seu interior, envoltas em polpa amarela, .um número variado de sementes - entre 10 a 25. Essas sementes, cujo tamanho varia entre 4 a 7 centímetros de comprimento, por sua vez, têm também uma casca bastante dura e rugosa e encerram a amêndoa tão procurada.
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Amêndoa: rica em gordura vegetal de boa qualidade que auxilia na oxidação de gorduras ruins como o LDL colesterol. Altamente nutritiva, a castanha tem tanto valor protéico e calorias que é considerada por muitos como uma carne vegetal. Possui de 12 a 17% de proteínas nas castanhas e 46% de proteínas na farinha sem gordura, enquanto a carne de gado tem de 26 a 31% de proteínas. A proteína da castanha é quase equivalente à do leite da vaca, contendo aminoácidos completos. A proteína contida em apenas duas amêndoas equivale à de um ovo de galinha. A castanha-do-Brasil também tem minerais como o fósforo, potássio e vitamina B. Em adição, 100g de castanha contém 61g de gordura; 2,8mg de ferro; 180 mg de cálcio e 4,2mg de zinco. Além de proporcionar energia e proteínas, vitaminas e minerais ao organismo, a castanha-do-Brasil possui uma impressionante presença de selênio, um potente antioxidante que protege as células contra os radicais livres, além de conter bons níveis de Vitamina E.
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Na alimentação: pode ser consumida fresca ou assada, sendo um tira-gosto muito apreciado em todo o mundo. A castanha-do-Brasil participa, também, como ingrediente de inúmeras receitas doces e salgadas. Quando ralada (crua) e misturada com água obtêm-se um leite usado na culinária que pode até substituir o leite de vaca (para saber como fazer o leite, clique aqui).
Da semente também são extraídos o óleo e o extrato de castanha-do-Brasil . Com coloração clara, quase transparente, e o um sabor suave e agradável, o óleo dá um toque especial delicioso quando usado em saladas e refogados, bem como em outras receitas culinárias, Recomenda-se o consumo de 5 a 10 g/dia, equivalente a 1 a 2 colheres de sopa/dia. Cada 1g de óleo equivale a 9 cal. Este produto pode ser utilizado por adultos e crianças sem qualquer contra-indicação.
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Propriedades medicinais: antioxidante, emoliente, energizante, hidratante, nutritiva. Indicações: evitar a formação de radicais livres (o selênio de uma castanha é maior que a necessidade diária do organismo), fígado, anemia, hepatite, desnutrição. Esmagadas cruas, servem para cauterizar feridas. A água colocada dentro do ouriço, ou a água do umbigo do ouriço, para anemia, hepatite, desnutrição, malária e como energizante. Na medicina popular a casca do caule deste vegetal é utilizada como chá ou sumo para o tratamento de moléstias crônicas do fígado e como antimalárica, e a água do fruto contra hepatite.
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Impressionante!

Rio Branco tem uma biblioteca pública que fica aberta 7 dias por semana! E mais, de sábado e domingo ela fica aberta até às 21h!!!! Impressionante, não?!
E ainda tem mais!
Sim!
Na parte externa da mesma biblioteca, lá na pracinha, ela oferece um espaço de internet livre!
Surreal!
Outra coisa bacana que vi, lá em Rio Branco, foi a escadaria interna da Biblioteca da Floresta. A escadaria foi toda decorada com cores, sons e texturas da floresta Amazônia. Um pouquinho da floresta foi levada para a escadaria na tentativa de incentivar seu uso ao invés do elevador. Muito criativo!
E uma terceira coisa que me deixou de queixo caído foi a limpeza da cidade! Por todo canto vc não vê lixo no chão, o que se vê muito é uma lixeira com um saquinho de lixo dentro.
Parabéns Rio Branco!

Área de internet livre da biblioteca pública
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Escadaria interna da Biblioteca da Floresta Ministra Marina Silva
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Para ver mais fotos do Acre, clique AQUI.
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Personagens acreanos

Nesta minha passagem pelo Acre tive o imenso prazer de conhecer 2 importantes personagens acreanos, Tia Vicência e Raimundão.
Tia Vicência é a dona do restaurante que leva seu nome. Cearense de 80 anos foi para o Acre com os pais e irmãos em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial.
E Raimundão é o primo de Chico Mendes!
São pessoas simpáticas e engajadas que fazem parte da história do Estado.




quarta-feira, 8 de julho de 2009 0 comentários

Lugares acreanos para ver...

Em Rio Branco, não deixe de tomar café no Mercado Popular do Bosque. Depois vá ao Parque da Maternidade caminhar, passe na Biblioteca da Floresta e dê uma esticada até o Mercado Velho.
Do ladinho de Rio Branco fica Xapuri, a cidade de Chico Mendes. Conheça a história de Chico no museu que leva seu nome, visite sua casa, almoce na Tia Vicência, passe na casa branca para conhecer a história da Revolução Acreana (antiga Intedência Boliviana) e por fim, vá descansar na pousada Cachoeiras, lá no meio da floresta!

Mercado popular do Bosque

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Biblioteca da Floresta Ministra Marina Silva
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Parque da Maternidade
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Mercado Velho

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Antiga Intedência Boliviana
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Restaurante da Tia Vicência
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Casa de Chico
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Pousada de Cachoeiras

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Chalés da pousada

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Para ver mais fotos de Rio Branco e Xapuri, clique AQUI.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009 0 comentários

Sabores acreanos...hummm!

Pena que ainda não inventaram um programa de computador capaz de transmitir cheiros e sabores...Pq o Acre é todo sabor, cheiro e cor.
Sabor de tucupi (molho de macaxeira/mandioca/aipim), jambú (erva anestésica!), tapioca, cupuaçu, graveola, etc, etc, etc...
Cheiro de rio, de terra, ervas...

Não há nada mais prazeroso do que viajar e se entregar à cultura local!
Vivenciar novos sabores, cheiros, sons e paisagens.
Neste "tour" por Rio Branco e Xapuri, vou começar pelos sabores...hummm!
Lá vms nós.

Pela manhã, esqueça o pão francês e o café. Coisa pouca lá no Acre não tem vez, o negócio é começar o dia logo regado a baixaria! Calma, calma, eu explico. Baixaria é o nome de uma comida acreana, que muitos comem no café da manhã. Além da baixaria, tem também de café mingau de banana (banana da terra), mingau de farinha de tapioca e a própria tapioca com manteiga!

No almoço ou jantar, vale a pena experimentar "rabana no tucupi", "tacacá" ou "costelas de tambaqui no molho de leite de castanha" (PS: está errado dizer castanha do Pará! Castanha dá na Amazônia inteira, então diga "castanha da Amazônia" ou "castanha do Brasil").
Rabada no tucupi = rabo de boi misturada com tucupi (molho de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava) e folhas de jambú.
Tacacá = mistura de tucupi com a goma da mandioca, folhas de jambú e camarão seco.
E de sobremesa, pudim de 4 leites (leite de vaca, leite de coco, leite condensado e leite da castanha)...sublime! E olha que não gosto de pudim! Mas este se superou, tão bom quanto um chocolate (meu doce favorito!)...ou até melhor!!!!
Ahhh...vale a pena também experimentar o sorvete de tapioca, no palito e em massa.

*Comentário: no Acre tive a dimensão da importância e versatilidade da mandioca em nossa culinária. De uma simples raiz extraímos a farinha seca, a goma, o polvilho para tapioca, o tucupi e a mandioca frita!
Lava-se a mandioca descascada e ralada para extrair o polvilho (amido). Desta lavagem resulta a massa lavada e a água com amido. A massa prensada e seca dá origem à farinha. O polvilho que ficou no água decanta, então ele é seco e está pronto. A água, rica em ácido cianídrico, depois de fermentada naturalmente e fervida por várias horas para eliminá-lo é utilizada para fazer o tucupi.
Mingau de banana (diferente!).
.Tapioca com manteiga (delícia!).
.Baixaria (delícia!).
.Rabada no tucupi (exótico!).
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Costelas de tambaqui no molho de leite de castanha (delícia!).

.Tacacá (exótico!).
.Pudim de 4 leites (divino!).

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* Gostei das comidas típicas, mas acho que não conseguiria incluí-las em minha alimentação diária.

sábado, 4 de julho de 2009 0 comentários

ACRE existe!

Cá estou, no Acre!

Eu e Gínia chegamos em Rio Branco na sexta-feira, à 1h da madrugada (2h em SP, meu primeiro fuso horário, uhu!). Saí do avião e logo senti aquele ar quente, era de madrugada e pouco vi da cidade.

Mas...logo às 8h tomamos um café bem regional: tapioca com manteiga e mingau de banana (banana da terra, leite e açucar). Estão achando muita coisa para um simples café da manhã??? É pq não virão a "baixaria", um prato típico acreano que o pessoal come logo de manhãzinha: farinha de milho (milharina), carne moída refogada, ovo frito, tomate picado e cheiro verde. Tdo isso num prato fundo e cheio!

Bom, depois da comilança, fomos ao trabalho.
Eu e Gínia viemos facilitar a oficina "a missão da igreja local no desenvolvimento sustentável", em Rio Branco e Xapuri, pela A Rocha Brasil.
Em Rio Branco a oficina aconteceu na Biblioteca da Floresta Ministra Marina Silva. Linda! A biblioteca fica localizada dentro do Parque da Maternidade, um parque de 6km que atravessa a cidade. Além da biblioteca, o parque tem pista para carros, ciclovias, calçamento para pedestres, playground, pista de skate, quadras esportivas, anfiteatro, praças, restaurantes, lojas e lanchonetes. E tdo isso grátis e à disposição da população, que realmente usufrui do espaço!
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Dados sobre Rio Branco:
Área: 9.962 km2.
Altitude: 160m
Época de chuvas: novembro a abril
População: 290.639 hab. IBGE/2007
Fuso horário em relação à Brasília: -1h.
 
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