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quinta-feira, 9 de julho de 2009 0 comentários

Castanheiras-do-Brasil

Castanheiras-do-Brasil
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Fruto, também chamado de "ouriço"
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A castanha-do-Brasil, antes conhecida como castanha-do-Pará, é uma semente, do fruto da castanheira. Conhecida como a Rainha da Floresta Amazônica, a majestosa castanheira pode atingir até 50 metros de altura e mil anos de idade. A castanha é a única semente comercializada internacionalmente que tem que ser coletada na floresta. Tentativas de cultivar a castanheira para exploração comercial falharam, pois a árvore só produz o fruto no habitat natural.
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Características da planta: Encontradas na floresta de terra firme da Amazônia, a Castanheira-do-Brasil é uma árvore de grande porte que se sobressai acima da copa de outras árvores, podendo atingir até 50 metros de altura. Seu tronco pode chegar a diâmetros de mais de 4 metros, ou roda de 10 a 12 metros. Possui tronco ereto e liso, ramificando-se somente na sua porção superior numa copa proporcionalmente pequena. Tem casca escura e marcada por fendas longitudinais; folhas simples, onduladas e brilhantes, de coloração verde-escura, e flores branco-amareladas vistosas e aromáticas que aparecem de novembro a fevereiro. Desenvolvem-se melhor em clareiras e em áreas não alagadas, com solos argilosos ou argilo-arenosos. As abelhas grandes polinizam suas flores únicas e a cutia é o único animal conhecido que dispersa suas castanhas. Ela abre o ouriço, tira as castanhas, come algumas e enterra outras para comê-las depois. Aquelas que não são desenterradas podem nascer.
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Fruto: Também chamados de "ouriços" pelos nativos, o fruto da castanheira é, caracteristicamente, uma cápsula globosa, com uma casca lenhosa de coloração castanho-escura e superfície espessa e bastante dura. Têm de 10 a 15cm de diâmetro e pesam, em média, cerca de 900g, podendo atingir quase dois quilos. Quando os "ouriços" amadurecem (de dezembro a março), eles despencam do alto da castanheira, devendo ser apanhados no chão. Por seu peso e pela altura das castanheiras, esses frutos, muitas vezes, alcançam o chão com tal força e velocidade que, dependendo do tipo de terreno, afundam no solo. Com dimensões e forma equivalentes às de um crânio humano normal, o fruto da castanheira constitui-se em uma resistente cápsula que não se abre espontaneamente (para liberar as sementes é preciso romper a sua porção inferior). Abriga em seu interior, envoltas em polpa amarela, .um número variado de sementes - entre 10 a 25. Essas sementes, cujo tamanho varia entre 4 a 7 centímetros de comprimento, por sua vez, têm também uma casca bastante dura e rugosa e encerram a amêndoa tão procurada.
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Amêndoa: rica em gordura vegetal de boa qualidade que auxilia na oxidação de gorduras ruins como o LDL colesterol. Altamente nutritiva, a castanha tem tanto valor protéico e calorias que é considerada por muitos como uma carne vegetal. Possui de 12 a 17% de proteínas nas castanhas e 46% de proteínas na farinha sem gordura, enquanto a carne de gado tem de 26 a 31% de proteínas. A proteína da castanha é quase equivalente à do leite da vaca, contendo aminoácidos completos. A proteína contida em apenas duas amêndoas equivale à de um ovo de galinha. A castanha-do-Brasil também tem minerais como o fósforo, potássio e vitamina B. Em adição, 100g de castanha contém 61g de gordura; 2,8mg de ferro; 180 mg de cálcio e 4,2mg de zinco. Além de proporcionar energia e proteínas, vitaminas e minerais ao organismo, a castanha-do-Brasil possui uma impressionante presença de selênio, um potente antioxidante que protege as células contra os radicais livres, além de conter bons níveis de Vitamina E.
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Na alimentação: pode ser consumida fresca ou assada, sendo um tira-gosto muito apreciado em todo o mundo. A castanha-do-Brasil participa, também, como ingrediente de inúmeras receitas doces e salgadas. Quando ralada (crua) e misturada com água obtêm-se um leite usado na culinária que pode até substituir o leite de vaca (para saber como fazer o leite, clique aqui).
Da semente também são extraídos o óleo e o extrato de castanha-do-Brasil . Com coloração clara, quase transparente, e o um sabor suave e agradável, o óleo dá um toque especial delicioso quando usado em saladas e refogados, bem como em outras receitas culinárias, Recomenda-se o consumo de 5 a 10 g/dia, equivalente a 1 a 2 colheres de sopa/dia. Cada 1g de óleo equivale a 9 cal. Este produto pode ser utilizado por adultos e crianças sem qualquer contra-indicação.
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Propriedades medicinais: antioxidante, emoliente, energizante, hidratante, nutritiva. Indicações: evitar a formação de radicais livres (o selênio de uma castanha é maior que a necessidade diária do organismo), fígado, anemia, hepatite, desnutrição. Esmagadas cruas, servem para cauterizar feridas. A água colocada dentro do ouriço, ou a água do umbigo do ouriço, para anemia, hepatite, desnutrição, malária e como energizante. Na medicina popular a casca do caule deste vegetal é utilizada como chá ou sumo para o tratamento de moléstias crônicas do fígado e como antimalárica, e a água do fruto contra hepatite.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009 0 comentários

Sabores acreanos...hummm!

Pena que ainda não inventaram um programa de computador capaz de transmitir cheiros e sabores...Pq o Acre é todo sabor, cheiro e cor.
Sabor de tucupi (molho de macaxeira/mandioca/aipim), jambú (erva anestésica!), tapioca, cupuaçu, graveola, etc, etc, etc...
Cheiro de rio, de terra, ervas...

Não há nada mais prazeroso do que viajar e se entregar à cultura local!
Vivenciar novos sabores, cheiros, sons e paisagens.
Neste "tour" por Rio Branco e Xapuri, vou começar pelos sabores...hummm!
Lá vms nós.

Pela manhã, esqueça o pão francês e o café. Coisa pouca lá no Acre não tem vez, o negócio é começar o dia logo regado a baixaria! Calma, calma, eu explico. Baixaria é o nome de uma comida acreana, que muitos comem no café da manhã. Além da baixaria, tem também de café mingau de banana (banana da terra), mingau de farinha de tapioca e a própria tapioca com manteiga!

No almoço ou jantar, vale a pena experimentar "rabana no tucupi", "tacacá" ou "costelas de tambaqui no molho de leite de castanha" (PS: está errado dizer castanha do Pará! Castanha dá na Amazônia inteira, então diga "castanha da Amazônia" ou "castanha do Brasil").
Rabada no tucupi = rabo de boi misturada com tucupi (molho de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava) e folhas de jambú.
Tacacá = mistura de tucupi com a goma da mandioca, folhas de jambú e camarão seco.
E de sobremesa, pudim de 4 leites (leite de vaca, leite de coco, leite condensado e leite da castanha)...sublime! E olha que não gosto de pudim! Mas este se superou, tão bom quanto um chocolate (meu doce favorito!)...ou até melhor!!!!
Ahhh...vale a pena também experimentar o sorvete de tapioca, no palito e em massa.

*Comentário: no Acre tive a dimensão da importância e versatilidade da mandioca em nossa culinária. De uma simples raiz extraímos a farinha seca, a goma, o polvilho para tapioca, o tucupi e a mandioca frita!
Lava-se a mandioca descascada e ralada para extrair o polvilho (amido). Desta lavagem resulta a massa lavada e a água com amido. A massa prensada e seca dá origem à farinha. O polvilho que ficou no água decanta, então ele é seco e está pronto. A água, rica em ácido cianídrico, depois de fermentada naturalmente e fervida por várias horas para eliminá-lo é utilizada para fazer o tucupi.
Mingau de banana (diferente!).
.Tapioca com manteiga (delícia!).
.Baixaria (delícia!).
.Rabada no tucupi (exótico!).
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Costelas de tambaqui no molho de leite de castanha (delícia!).

.Tacacá (exótico!).
.Pudim de 4 leites (divino!).

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* Gostei das comidas típicas, mas acho que não conseguiria incluí-las em minha alimentação diária.

sábado, 4 de julho de 2009 0 comentários

ACRE existe!

Cá estou, no Acre!

Eu e Gínia chegamos em Rio Branco na sexta-feira, à 1h da madrugada (2h em SP, meu primeiro fuso horário, uhu!). Saí do avião e logo senti aquele ar quente, era de madrugada e pouco vi da cidade.

Mas...logo às 8h tomamos um café bem regional: tapioca com manteiga e mingau de banana (banana da terra, leite e açucar). Estão achando muita coisa para um simples café da manhã??? É pq não virão a "baixaria", um prato típico acreano que o pessoal come logo de manhãzinha: farinha de milho (milharina), carne moída refogada, ovo frito, tomate picado e cheiro verde. Tdo isso num prato fundo e cheio!

Bom, depois da comilança, fomos ao trabalho.
Eu e Gínia viemos facilitar a oficina "a missão da igreja local no desenvolvimento sustentável", em Rio Branco e Xapuri, pela A Rocha Brasil.
Em Rio Branco a oficina aconteceu na Biblioteca da Floresta Ministra Marina Silva. Linda! A biblioteca fica localizada dentro do Parque da Maternidade, um parque de 6km que atravessa a cidade. Além da biblioteca, o parque tem pista para carros, ciclovias, calçamento para pedestres, playground, pista de skate, quadras esportivas, anfiteatro, praças, restaurantes, lojas e lanchonetes. E tdo isso grátis e à disposição da população, que realmente usufrui do espaço!
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Dados sobre Rio Branco:
Área: 9.962 km2.
Altitude: 160m
Época de chuvas: novembro a abril
População: 290.639 hab. IBGE/2007
Fuso horário em relação à Brasília: -1h.
 
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