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quinta-feira, 15 de outubro de 2009 0 comentários

San Clemente del Tuyú, AR.

Eis aqui o "causador" das minhas "férias" em Buenos Aires...o VI Congresso Iberoamericano de Educação Ambiental!
O Ibero aconteceu em San Clemente del Tuyú, uma cidade balneária da Argentina. Depois dos agradáveis 4 dias em Buenos, embarcamos para o congresso.
Chegamos em San Clemente às 14h de quarta e...cadê todo mundo da cidade??? Galera, foi surreal! Não tinha ninguém na cidade, mas ninguém mmo! Parecia cena de filme de suspense. E para deixar ainda tudo mais "estranho", estava nublado, fazia um frio lascado e ventava muito. Nosso primeiro pensamento foi: "hummm...talvez seja baixa temporada". E de fato, estávamos no final do invernos e, portanto, existiam muitas casas de veraneio fechadas. Mas no decorrer dos dias descobrimos o verdadeiro motivo da "cidade fantasma", é que em San Clemente a sesta é sagrada e acontece todos os dias das 13-17h!!! Às 17:01h a cidade volta a ter vida novamente, como se todos tivessem brotado do nada e ao mesmo tempo. Bizarro.
Ficamos sabendo ainda que muitas outras cidades argentinas adotam a sesta. Ô inveja! Esta "moda" bem que podia pegar aqui em solo brasileiro.
Voltando ao congresso...eu e Gínia apresentamos, pela primeira vez, um trabalho d'A Rocha Brasil em um evento científico. Uhu!
Como não poderia ser diferente, em San Clemente também há exceções e uma delas é fábrica de alfajores caseiros Ruta Dulce (delícia!), que fica aberta das 9 às 21h, todos os dias! Alfajores...hummm...muito bom, uma das especialidades argentinas!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009 0 comentários

Buenos, dia IV (terça-feira), último dia...

O dia começou no meio do mato...eu e Gabi fomos conhecer a Reserva Ecológica de Buenos que fica lá em Puerto Madero. Para quem curte pássaros é um prato cheio!
Após nossa trilha, fomos para o bairro La Boca (sim, é onde fica o estádio do Boca Juniors!). Em La Boca fica também um dos cartões postais de Buenos, o Caminito, um museu ao céu aberto e sem portas.
A história é a seguinte: na década de 1950, o morador Arturo Cárrega decidiu recuperar o terreno onde primeiro havia passado um estreito arroio e mais tarde o trem; Cárrega convidou o pintor Quinquela Martín, que batizou a rua de 100 metros como "Caminito" pelo título do popular tango de 1926 de Peñalosa e Filiberto; doações de distintos artistas foram somando-se à rua e em 1959, Caminito converteu-se em um museu.
Após Caminito, embarcamos em um ônibus e fomos para a área de bosques e lagos de Palermo. No caminho passamos pela Floris Generica, um monumento dinâmico de uma flor de dimensões gigantescas de aço e alumínio que abre e fecha gradativamente suas pétalas da mesma maneira que uma flor natural com a luz do sol. Cada pétala pesa 4 toneladas! Uma obra do arquiteto Eduardo Catalano.Terminamos nossa estadia em Buenos assim: caminhando por bosques...ao lado do Jardim Japonês, perto do Zoo, a um passo do Rosedal. Nos despedimos de Buenos bem ao estilo "ecológico": com os pés descalços, sob às árvores, curtindo o tempo no gramado como os argentinos!
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Buenos, dia III (segunda).

Depois de tanto bater perna no domingo, a segunda-feira começou preguiçosa...Fomos fazer câmbio no centro, ou melhor as meninas, e conhecer a Calle Florida (Calçadão), um dos circuitos de compras mais importantes da cidade. Depois, eu e Paola resolvemos fazer um passeio mais natureba, fomos conhecer o Puerto Madero (onde fica o porto de Buenos Aires), o bairro mais jovem da cidade e a Costanera Sur, um dos paraísos verdes.
Passamos também pela praça San Martín, que tem vários monumentos históricos. Aqui tivemos uma história engraçada...tudo por uma sequóia. Em nosso guia estava escrito que na praça existiam sequóias (árvores milenares, a árvore mais alta da Terra é uma sequóia de 115m!). Pronto, ficamos entusiasmadíssimas (claro, um bando de biólogas!). Saimos perguntando para portenhos presentes na praça e ninguém sabia desta informação, na verdade, nem sabiam o que era uma sequóia e nós não sabíamos como dizer "sequóia" em espanhol! Até que um executivo nos orientou a perguntar ao jardineiro da praça e lá fomos nós. Achamos o responsável pela manutenção da praça e, para variar, ele também não sabia o que era uma sequóia e nem se tinha isto na praça dele! O melhor foi a Lú, nossa intérprete, tentando ajudar o senhor a entender nossa pergunta, mas trocando sequóia por baóba (árvore africana da história do Pequeno Príncipe). Enfim, uma confusão só! Até achamos uma conífera (grupo das sequóias) mas nossos conhecimentos biológicos foram insuficientes para identificá-la como sequóia ou não. O jeito foi deixar a praça para trás sem saber se nosso guia estava correto.

Após um dia caça às sequóias, nossa noite terminou numa Milonga (bailes onde se dança e ensina tango), na Catedral do Tango no bairro de Almagro. Local com uma decoração super original, comida boa, música boa e muitas risadas nas aulas de tango!
E assim foi-se mais um dia em Buenos...

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Buenos, dia II (domingo).

Caríssimos e caríssimas!
Foi mal aí o sumiço...trabalhar demais dá nisso.
Mas cá estou novamente, para atualizá-los!
Vou continuar de Buenos, ok?
Como disse nos post anterior, cheguei no sábado e tal.
Domingo foi um dia cheio!
Logo de manhã fomos todas (eu, Lú, Mayla, Val, Paola, Marta e Gabi) para San Telmo. Todo domingo de manhã acontece na Rua Defensa uma super feira ao ar livre, com direito a antiguidades, artesanatos diversos, artistas de rua e muita comida!
Depois da feira fomos andando até a famosa Casa Rosada. A beleza dos prédios de Buenos é impressionante! Os gramados, os jardins, tudo muito bem cuidado e usufruído. Sim, usufruído, pq lá não se vê as placas "não pise na grama". Ao contrário, as praças e gramados são do povo e este não perde tempo em usá-los. Ficamos encantadas com aquela gente toda sentada, deitada, lanchando, namorando, brincando, fazendo nada nos gramados.
Bom, voltando ao tour...visitamos a "Plaza de Mayo" (em frente a Casa Rosada, aqui ocorreu a Revolução de Maio em 1810, o juramento da Declaração da Independência em 1816 e da Constituição em 1860, aqui também foi cenário da reunião das "Madres de Plaza de Mayo" durante a ditadura) e o "Cabildo" (instituição que representava os interesses locais, hoje um museu).

No final da tarde, a caminho do hostel pela Avenida de Mayo, fomos saborear as delícias (bota delícia!) do Café Tortoni (1858), café mais antigo de Buenos em funcionamento e ponto de encontro de intelectuais, políticos e tangueiros. Lá tem estátuas de 2 clientes famosos: Jorge Luis Borges (escritor) e Carlos Gardel (cantor de tango).

Para terminar bem nosso domingo...fomos para uma balada em Palermo. Esqueci o nome do lugar, mas ele começa a noite como barzinho normal e termina como danceteria. Naquela muvuca toda fomos descobertas por 3 argentinos (aí na foto abaixo) que adoram o Brasil e que passarão as próximas férias no RJ. Eles ficaram tão empolgados com a nossa presença e ficavam o tempo todo gritando "Brasile, Brasile, Brasile...", muito engraçado!

E assim terminou nosso segundo dia em terras portenhas...até o próximo post!
domingo, 13 de setembro de 2009 0 comentários

Buenos Aires...a cidade que nunca dorme!

¡Hola, ticos e ticas!
Cá estou em Buenos Aires, nem acredito!
Minha primeira viagem "internacional"!
E olha que ela quase não aconteceu...semana com muitas atividades, poucas horas dormidas, ônibus para SP quase perdido, dificuldade em fazer câmbio em Viçosa, cia aérea trocada sem aviso prévio.
Mas a saída do Brasil e entrada na Argentina foi tranquila, sem surpresas desagradáveis.
Estou hospedada no Hostel Che Lagarto. No meu quarto, sou a única menina no meio de 3 meninos (2 de SP e 1 da Colômbia). Achei q fosse estranhar mais, mas estou de boa, ficar em albergue tem destas coisas.
Mas voltando...
Cheguei ontem (sábado) às 18h e paguei 98 pesos argentinos em um táxi do aeroporto até o hostel. Quanto vale 1 peso?? 1 peso argentino = 0,59 reais.
Encontrei com as meninas de Sanca city q também vieram pro congresso. Mas elas estão em outro hostel (Che Hostel). Para começarmos bem nossa chegada a tão esperada Buenos, fomos para um barzinho (não lembro o nome!) em San Telmo, um dos points para se passar bem a noite portenha! Quem nos deu as boas vindas foi a Quilmes, uma legítima cerveja argentina desde 1888. Olha que não curto muito cerveja, mas a Quilmes é boa mmo, ela é mais suave, menos amarga do que as nossas. Aprovada!
Por hj é só, espero postar mais (e com fotos!) sobre minhas peripécias em terras portenhas!
Besos!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009 0 comentários

Estação das Docas

Estação das Docas, mais um ponto turístico de Belém. Ela fica do lado do Mercado "Ver-o-Peso", às margens da baía do Guarajá.
São 32 mil metros quadrados divididos em 3 armazéns e um terminal de passageiros. O Armazém 1 foi batizado de Boulevard das Artes. O Armazém 2 passou a ser o Boulevard da Gastronomia e o Armazém 3 é conhecido como Boulevard das Feiras e Exposições.
No Armazém da Gastronomia, vale a pena se deliciar com a comida regional do restaurante "Lá em casa" e os sorvetes de frutas locais da sorveteria "Cairu". Experimente! Experimente todos os sabores de sorvetes regionais, alguns são ótimos, outros exóticos e poucos estranhos.
Ah, e vc pode fazer tudo isso assistindo ao espetáculo do lindo pôr-do-sol, mmo quando as nuvens atrapalham!!!
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terça-feira, 1 de setembro de 2009 0 comentários

Arte em látex de Balata!

Artesanato local feito de balata: boto, pirarucu, tartaruga, macaco, cavalo, boi, cobra, índio, jacaré, coruja, peixe-boi, etc.

"Balata é um látex extraído da balateirá, árvore da família das sapotáceas que se encontra somente na linha do Equador. Quando tem seu caule sangrado expele um látex que fornece uma goma elástica e visguenta. Os blocos desse látex são aquecidos em banho-maria no momento da confecção das peças artesanais. Os objetos de balata apresentam uma textura semelhante ao couro. As balateiras são encontradas no Baixo Amazonas e Pará."
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Mercado "Ver-o-Peso"

O mercado "Ver-o-Peso" é uma enorme feira livre construída em 1625 às margens da baía do Guarajá.
Pq do nome???
O nome faz jus às chamadas Casas do Ver-o-Peso da coroa portuguesa, postos de fiscalização e tributos. Uma balança e um funcionário público mediavam as transações comerciais da época.
Hoje a feira é um dos pontos turísticos da cidade de Belém, um lugar de diversidade: cheiros e sabores exóticos, cores, cores e mais cores!






























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"Te vejo depois da chuva".

Era assim que o pessoal dizia uns aos outros lá em Belém, PA, quando queriam se encontrar. "Era" pq agora o período de chuva está louco e instável, por causa das mudanças climáticas.
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Acabei de chegar de Belém.
Q calor absurdo e umidade desvairada!
Diferente de nós, o inverno e verão lá não tem nada a ver com a temperatura (média de 30°C) e sim com as chuvas. No verão chove todos os dias e no inverno o dia todo, com direito a trovão e tudo!
Se um dia vc for para Belém de avião, viaje durante o dia e na janela. A visão das curvas dos rios, a massa verde da mata (Amazônia!) é fan-tás-ti-ca!!!!! Coisa linda.
Assim como no Acre, o que mais me impressionou em Belém é a sua regionalidade, coisa que não temos muito por aqui (região sudeste). Música, dança, comida, cheiros e lugares.
Da Amazônia, eles tiram cheiros diversos, frutas exóticas (açaí, araçá, tucumã, uxi, murici, bacuri, taperebá, tapioca, castanha-do-brasil, cupuaçu, etc), belas sementes e muita inspiração para o artesanato.
Mas Belém tem os problemas de toda capital: pobreza, sujeira, violência e trânsito louco. E lá tem também outras 2 realidades terríveis: prostituição e tráfico humano.
Mas não vou terminar este post em baixo astral, pq as belezas naturais e culturais de Belém superam tudo!

Pôr-de-sol na Estação das Docas, ponto turístico de Belém.

domingo, 9 de agosto de 2009 0 comentários

Onde eu parei?

Faz tempo que não passo por aqui...desde minha passagem pelo RJ.
Atualizando...depois do Rio fiz uma rápida passagem por Viçosa e logo em seguida embarquei para Vitória, ES.
Lá no ES participei de um Ecocamp para jovens e adolescentes, fui falar sobre o compromisso do cristão/ã para com a natureza.
Galera, fiquei 4 noite sem dormir direito!
Muito trabalho, sobe morro, desce morro, faz trilha...mas muitas risadas também!
Adolescente é um bixo engraçado e muito abusado também! Passaram o acampamento todo tirando sarro da minha cara, dizendo que eu tinha sotaque (sotaque, eu??!). Q absurdo!
Lá no ES descobri que a cidade de Vitória é uma ilha incrustada no continente, que todo o esgoto é despejado no mar e que por isso suas praias não são banháveis! Eca. Mas parece que Vila Velha tem praias ótimas!
Bom, estou em Viçosa desde segunda-feira, mas semana q vem embarco para BH e depois SP capital.
Aproveito este post para mostrar 2 fotos que tirei lá no Fórum de EA que participei no RJ.
Bjim a todos/as.
raquel
PS: espero q todos/as estejam bem!

Eu e um índio da etnia Pataxó.
sexta-feira, 24 de julho de 2009 0 comentários

Rio 40 graus!

Depois de Sanca city, cá estou no que chamam de cidade maravilhosa. E olha, Rio é realmente uma cidade bonita, diferente. Para quem curte arquitetura antiga, aqui tem um monte, um prédio mais bonito que outro. O trânsito aqui também é louco como SP, mas não há tantos motoboys suicidas como lá. Uma coisa que tem muito por aqui, exageradamente, é táxi, por todo lado e aos montes. E como toda cidade turística, os taxistas se aproveitam da sua desorientação para ganhar dindin.
O evento, VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, está ocorrendo na Universidade Federal do Rio de Janeiro, aqui no campus da Praia Vermelha, perto da Urca, do famoso bondinho e tal.
Bom, o fórum não tá lá grande coisa, muito desorganizado.
Neste momento, enquanto escrevo, o nosso ministro do meio ambiente, Carlos Minc, está falando as maravilhas do teu mandato (qta abobrinha!).
Hj é o terceiro dia do fórum, tá chovendo e frio (praia nem pensar!). Amanhã termina e eu volto para Viçosa, passo uma semana lá e em seguida viajo para Vitória, ES.
Ah...temos aqui no fórum a presença de 2 tribos indígenas, um privilégio imenso para nós!

É isso, pessoal. Depois escrevo mais, tá na hora do almoço.
Bjo saudoso.
quinta-feira, 16 de julho de 2009 0 comentários

Sanca city!

Cá estou em São Carlos, na casa da Moya e Elaine para mais 1 semaninha (só 1 semana! snif...).
Tem sido ótimo ficar aqui, ir ao lab e rever a galera.
Estou tentando terminar mais um artigo...ai, ai...
Fora o trabalho, tenho batido cartão no SESC: fui na Panela Cultural aprender a fazer empanada chilena, vi as bandas Pedra Branca e Teatro Mágico tocarem juntos, e amanhã assistirei Marcelo Camelo em seu show "Sou".
Bom demais, não é?!
Tô adorando!
Bjus...
domingo, 12 de julho de 2009 0 comentários

Família Custódio!

Depois de Sampa, fui para Indaiatuba visitar Marcos, Gláucia e o lindo do Adryel!
A visita foi rápida, mas muito prazerosa.
Adryel até me convidou para ir ao cinema, com direito a pipoca e refrigerante. Tdo pago por ele!
rsrsrs...pior que foi verdade! Uma criança de 5 anos bancou meu cinema!!!!!
Assistimos "A era do gelo 3", eu pela primeira vez e Adry pela segunda.
Cara, tinha esquecido como é gostosa a risada de uma criança!
Melhor do que o filme, foi estar ao lado do Adry e ouvir suas risadas sinceras que ecoavam dentro de mim...Bom demais!
Adry é especial...amoroso, inteligente e intenso.
Bom tê-lo como um sincero amigo mirim.
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Foto: Adryel em 2006, com 2 anos.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009 0 comentários

Ahhhhh...São Paulo!

Depois de Acre, passagem rápida por Brasília, cá estou na cidade de SP.
Acho que não suportaria morar aqui,
mas para passeios culturais é o que há de melhor!
Cheguei no Tietê, deixei minha mala no guarda volumes e fui correndo para o Museu da Língua Portuguesa, depois dei uma passada rápida na Pinacoteca.
Uma tarde respirando arte!
Ô Deus, gracias!
Aproveitei também para compartilhar
e festejar a vida com amigos(as) queridos(as):
Lí, Mari, Luis, Gaspar, Marcinha, Arrazo, Haroldo, Angela, Tais...
Com eles visitei a avenida Paulista,
fui até a rua Augusta,
tomei café no Espaço Unibanco,
comi num boteco.
Sonhei na Livraria Cultura (meu Deus, quero morar numa livraria assim!),
deslumbrei a Fnac
e quase entrei no Masp (maldita chuva!).
Parece besta,
mas caminhar na chuva em plena avenida Paulista já foi um programão!
Gosto de ficar lá e observar as pessoas em seus mais variados estilos e comportamentos.
Gosto daquele ar de boemia, arte e cultura!
Gosto das cores, das luzes e sabores.
Segundo alguns amigos paulistas,
que já viajaram para fora,
SP não fica atrás em nada das grandes capitais internacionais,
pelo menos quanto ao mundo alternativo.
Não duvido.
Para mim, SP tem cara do mundo.
Pura diversidade!
Termino este post com um texto que vivenciei lá no Museu da Língua Portuguesa:
*
Não facilite com a palavra amor.
Não a jogue no espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie com o seu engalanado som.
Não a empregue sem razão acima de toda razão (e é raro).
Não brinque, não experimente,
não cometa a loucura sem remissão
de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra
que é toda sigilo e nudez,
perfeição e exílio na Terra.
Não a pronuncie.
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(O Seu Santo Nome, de Carlos Drummond de Andrade)
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Nota final sobre o Acre...

Acre foi um imensa e agradável surpresa!
Parte desta surpresa foi resultante do meu grotesco preconceito sobre o Estado, infelizmente.
Confesso que não esperava ver modernidade e regionalismo juntos.
Sim, sua capital (Rio Branco) é moderna e não fica devendo em nada perto de outras capitais que conheci. É uma cidade ampla, limpa, histórica e com uma infra-estrutura invejável.
Acre tem história viva, seus personagens estão "vivos" nas pessoas e por todos os lados. Coisa que não se vê por aqui.
Além disso, os acreanos(as) são simpáticos(as) e acolhedores(as).
Acho que moraria lá.
Só não sei se suportaria os 39 graus...
Espero voltar em breve e explorar ainda mais este Estado tão bacana!
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quinta-feira, 9 de julho de 2009 0 comentários

Castanheiras-do-Brasil

Castanheiras-do-Brasil
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Fruto, também chamado de "ouriço"
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A castanha-do-Brasil, antes conhecida como castanha-do-Pará, é uma semente, do fruto da castanheira. Conhecida como a Rainha da Floresta Amazônica, a majestosa castanheira pode atingir até 50 metros de altura e mil anos de idade. A castanha é a única semente comercializada internacionalmente que tem que ser coletada na floresta. Tentativas de cultivar a castanheira para exploração comercial falharam, pois a árvore só produz o fruto no habitat natural.
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Características da planta: Encontradas na floresta de terra firme da Amazônia, a Castanheira-do-Brasil é uma árvore de grande porte que se sobressai acima da copa de outras árvores, podendo atingir até 50 metros de altura. Seu tronco pode chegar a diâmetros de mais de 4 metros, ou roda de 10 a 12 metros. Possui tronco ereto e liso, ramificando-se somente na sua porção superior numa copa proporcionalmente pequena. Tem casca escura e marcada por fendas longitudinais; folhas simples, onduladas e brilhantes, de coloração verde-escura, e flores branco-amareladas vistosas e aromáticas que aparecem de novembro a fevereiro. Desenvolvem-se melhor em clareiras e em áreas não alagadas, com solos argilosos ou argilo-arenosos. As abelhas grandes polinizam suas flores únicas e a cutia é o único animal conhecido que dispersa suas castanhas. Ela abre o ouriço, tira as castanhas, come algumas e enterra outras para comê-las depois. Aquelas que não são desenterradas podem nascer.
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Fruto: Também chamados de "ouriços" pelos nativos, o fruto da castanheira é, caracteristicamente, uma cápsula globosa, com uma casca lenhosa de coloração castanho-escura e superfície espessa e bastante dura. Têm de 10 a 15cm de diâmetro e pesam, em média, cerca de 900g, podendo atingir quase dois quilos. Quando os "ouriços" amadurecem (de dezembro a março), eles despencam do alto da castanheira, devendo ser apanhados no chão. Por seu peso e pela altura das castanheiras, esses frutos, muitas vezes, alcançam o chão com tal força e velocidade que, dependendo do tipo de terreno, afundam no solo. Com dimensões e forma equivalentes às de um crânio humano normal, o fruto da castanheira constitui-se em uma resistente cápsula que não se abre espontaneamente (para liberar as sementes é preciso romper a sua porção inferior). Abriga em seu interior, envoltas em polpa amarela, .um número variado de sementes - entre 10 a 25. Essas sementes, cujo tamanho varia entre 4 a 7 centímetros de comprimento, por sua vez, têm também uma casca bastante dura e rugosa e encerram a amêndoa tão procurada.
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Amêndoa: rica em gordura vegetal de boa qualidade que auxilia na oxidação de gorduras ruins como o LDL colesterol. Altamente nutritiva, a castanha tem tanto valor protéico e calorias que é considerada por muitos como uma carne vegetal. Possui de 12 a 17% de proteínas nas castanhas e 46% de proteínas na farinha sem gordura, enquanto a carne de gado tem de 26 a 31% de proteínas. A proteína da castanha é quase equivalente à do leite da vaca, contendo aminoácidos completos. A proteína contida em apenas duas amêndoas equivale à de um ovo de galinha. A castanha-do-Brasil também tem minerais como o fósforo, potássio e vitamina B. Em adição, 100g de castanha contém 61g de gordura; 2,8mg de ferro; 180 mg de cálcio e 4,2mg de zinco. Além de proporcionar energia e proteínas, vitaminas e minerais ao organismo, a castanha-do-Brasil possui uma impressionante presença de selênio, um potente antioxidante que protege as células contra os radicais livres, além de conter bons níveis de Vitamina E.
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Na alimentação: pode ser consumida fresca ou assada, sendo um tira-gosto muito apreciado em todo o mundo. A castanha-do-Brasil participa, também, como ingrediente de inúmeras receitas doces e salgadas. Quando ralada (crua) e misturada com água obtêm-se um leite usado na culinária que pode até substituir o leite de vaca (para saber como fazer o leite, clique aqui).
Da semente também são extraídos o óleo e o extrato de castanha-do-Brasil . Com coloração clara, quase transparente, e o um sabor suave e agradável, o óleo dá um toque especial delicioso quando usado em saladas e refogados, bem como em outras receitas culinárias, Recomenda-se o consumo de 5 a 10 g/dia, equivalente a 1 a 2 colheres de sopa/dia. Cada 1g de óleo equivale a 9 cal. Este produto pode ser utilizado por adultos e crianças sem qualquer contra-indicação.
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Propriedades medicinais: antioxidante, emoliente, energizante, hidratante, nutritiva. Indicações: evitar a formação de radicais livres (o selênio de uma castanha é maior que a necessidade diária do organismo), fígado, anemia, hepatite, desnutrição. Esmagadas cruas, servem para cauterizar feridas. A água colocada dentro do ouriço, ou a água do umbigo do ouriço, para anemia, hepatite, desnutrição, malária e como energizante. Na medicina popular a casca do caule deste vegetal é utilizada como chá ou sumo para o tratamento de moléstias crônicas do fígado e como antimalárica, e a água do fruto contra hepatite.
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