Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
sábado, 7 de junho de 2014 0 comentários

Se te pareço noturna e imperfeita

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez
E mais atento.
(Hilst, 2003, p.17)
sexta-feira, 6 de junho de 2014 0 comentários

de Ariana para Dionísio

ODE DESCONTÍNUA E REMOTA PARA FLAUTA E OBOÉ.
DE ARIANA PARA DIONÍSIO. 
I
É bom que seja assim, Dionísio, que não venhas.
Voz e vento apenas
Das coisas do lá fora
E sozinha supor 
Que se estivesses dentro
Essa voz importante e esse vento
Das ramagens de fora
Eu jamais ouviria. Atento
Meu ouvido escutaria
O sumo do teu canto. Que não venhas, Dionísio.
Porque é melhor sonhar tua rudeza
E sorver reconquista a cada noite
Pensando: amanhã sim, virá.
E o tempo de amanhã será riqueza:
A cada noite, eu Ariana, preparando
Aroma e corpo. E o verso a cada noite
Se fazendo de tua sábia ausência.
(Hilda Hilst)
domingo, 1 de junho de 2014 0 comentários

se eu escolher você...



"Se eu escolher você,
como vai ser?
O mundo inteiro dizendo
o que a gente tem que fazer,
ou, apenas, eu e você?
Eu sei que pode doer.
Como toda história de amor,
você precisa escolher.
Entre o medo,
e viver."
(Não só hoje: thebrocode.com.br)
terça-feira, 27 de maio de 2014 0 comentários

O Condicionado

'Desgraçado do homem que se abandona'.
"Essas seis palavras acima indicam que por pior que seja a situação,
nunca o homem deve considerá-la perdida."
Assina, O Condicionado
quinta-feira, 15 de maio de 2014 0 comentários

para hoje: Quintana

"A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida..." (Mario Quintana, o poeta da simplicidade)
quarta-feira, 30 de abril de 2014 0 comentários

Seguindo pelo deserto...

De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos, não é a bola bonita caminhando
solta no espaço.
(Adélia Prado - Poesia Reunida, p.199)

Aquele que me fez me tirou da abastança,
Há quarenta dias me oprime do deserto. (...)
Ó Deus de Bilac, Abraão e Jacó,
Esta hora cruel não passa?
Me tira desta areia, ó Espírito,
Redime estas palavras do seu pó.

(Adélia Prado - Poesia Reunida, p.189)

Meu Deus,
me dá cinco anos.
Me dá um pé de fedegoso com formiga preta,
me dá um Natal e sua véspera,
o ressonar das pessoas no quartinho.
Me dá a negrinha Fia pra eu brincar,
me dá uma noite pra eu dormir com minha mãe.
Me dá minha mãe, alegria sã e medo remediável,
me dá a mão, me cura de ser grande,
ó meu Deus, meu pai,
meu pai.
(Adélia Prado - Poesia Reunida)
terça-feira, 29 de abril de 2014 0 comentários

Memórias de infância

Voltei a ler "Memórias inventadas: as infâncias de Manoel de Barros" porque as memórias dele me levam até às minhas. Acabei de ler "O apanhador de desperdícios", da "A primeira infância", que me fez lembrar minhas muitas horas debruçada no chão, sobre um formigueiro. Lembro que eu gostava de testar o "paladar" das formigas presenteando-as com diferentes alimentos: açúcar, arroz, feijão. Lembro também que eu adorava vê-las trabalhando. Eu jogava terra dentro do formigueiro para vê-las retirar, grão por grão, um "trabalho de formiguinhas". E ficava boquiaberta quando as soltava lá de cima e elas caiam no chão como se nada tivesse acontecido. Quanto mistério por trás de um ser tão 'desimportante'.
As lesmas também me causavam curiosidade. Não tinha coragem de tocá-las, mas elas me fascinavam. Um dia ouvi que jogar sal na lesma a fazia borbulhar, resolvi testar, sem pensar nas consequências para o animal. Joguei sal e quase morri do coração quando a vi borbulhar. Meu desespero foi tamanho que chorei e no impulso dei um banho na coitada para retirar o sal. Aquilo me fez sentir a pior pessoa do mundo. Descobri que Manoel de Barros também gostava de lesmas, ele escreveu sobre elas.
Abaixo vão seus textos sobre os seres desimportantes. Manel, Manel...você me encanta!

domingo, 20 de abril de 2014 0 comentários

Minha escrita

Eu escrevo bastante. Mantenho um diário (não muito atualizado), carrego comigo um Moleskine de bolso para anotar ideias e pensamentos, meus emails aos amigos são sempre grandes e tento usar este canal para me expressar. Escrevo porque eu penso em demasia e só consigo organizar meus pensamentos soltos e inúmeros quando eu os materializo na escrita. Acho que me expresso melhor escrevendo do que falando, mas mesmo assim ainda tropeço nas palavras escritas e nem sempre a informação chega do outro lado como deveria. Eu escrevo, mas queria saber escrever, em especial poesia. Uma poesia simples, que flua, que não precise ser racionalizada e nem de dicionário ou de um crítico para me ajudar em seu entendimento. Meus poetas favoritos são pessoas simples, que não fazem poesia, não precisam de inspiração, são poetas por vocação.

"Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento..."
(Alberto Caeiro)
sexta-feira, 4 de abril de 2014 0 comentários

silêncio...


"Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos".

(Drummond, em O constante diálogo)
terça-feira, 1 de abril de 2014 0 comentários

eu, intensa

Eu sou assim, ligada na tomada.
Sempre querendo encontrar uma razão pra tudo.
Pessoas como eu sofrem mais.
Se decepcionam mais.
Por outro lado, crescemos.
Evoluímos.
Amadurecemos.
Nada é estático em nossas vidas.
Nada é à toa.
Tudo ganha uma compreensão,
tudo é degrau, tudo eleva.
(Martha Medeiros, em Intensa)
domingo, 16 de março de 2014 0 comentários

Encontrando-me nos textos de Cecília

A ARTE DE SER FELIZ
(Cecília Meireles)

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre um cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. 
quinta-feira, 16 de julho de 2009 0 comentários

O impulso, por Clarice Lispector

Recebi este texto de uma amiga estes dias e acho que ela acertou em cheio.
Ele, o texto, fala muito de mim....
.
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: nem sempre meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime; às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna.
Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.” (O impulso, de Clarice Lispector)
sexta-feira, 10 de julho de 2009 0 comentários

Ahhhhh...São Paulo!

Depois de Acre, passagem rápida por Brasília, cá estou na cidade de SP.
Acho que não suportaria morar aqui,
mas para passeios culturais é o que há de melhor!
Cheguei no Tietê, deixei minha mala no guarda volumes e fui correndo para o Museu da Língua Portuguesa, depois dei uma passada rápida na Pinacoteca.
Uma tarde respirando arte!
Ô Deus, gracias!
Aproveitei também para compartilhar
e festejar a vida com amigos(as) queridos(as):
Lí, Mari, Luis, Gaspar, Marcinha, Arrazo, Haroldo, Angela, Tais...
Com eles visitei a avenida Paulista,
fui até a rua Augusta,
tomei café no Espaço Unibanco,
comi num boteco.
Sonhei na Livraria Cultura (meu Deus, quero morar numa livraria assim!),
deslumbrei a Fnac
e quase entrei no Masp (maldita chuva!).
Parece besta,
mas caminhar na chuva em plena avenida Paulista já foi um programão!
Gosto de ficar lá e observar as pessoas em seus mais variados estilos e comportamentos.
Gosto daquele ar de boemia, arte e cultura!
Gosto das cores, das luzes e sabores.
Segundo alguns amigos paulistas,
que já viajaram para fora,
SP não fica atrás em nada das grandes capitais internacionais,
pelo menos quanto ao mundo alternativo.
Não duvido.
Para mim, SP tem cara do mundo.
Pura diversidade!
Termino este post com um texto que vivenciei lá no Museu da Língua Portuguesa:
*
Não facilite com a palavra amor.
Não a jogue no espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie com o seu engalanado som.
Não a empregue sem razão acima de toda razão (e é raro).
Não brinque, não experimente,
não cometa a loucura sem remissão
de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra
que é toda sigilo e nudez,
perfeição e exílio na Terra.
Não a pronuncie.
.
(O Seu Santo Nome, de Carlos Drummond de Andrade)
.
segunda-feira, 22 de junho de 2009 0 comentários

Deixem que a poesia fale por mim...

*
De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra,
vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos,
não é a bola bonita caminhando solta no espaço.
(Poesia Reunida, p.199)
*
***
*
Aquele que me fez me tirou da abastança,
Há quarenta dias me oprime no deserto.
(...)
Ó Deus de Bilac, Abraão e Jacó,
Esta hora cruel não passa?
Me tira desta areia, ó Espírito,
Redime estas palavras do seu pó.
(Poesia Reunida, p.189)
*
***
*
Pois não quero mais ser Teu arauto.
Já que todos têm voz,
por que só eu devo tomar navios
de rota que não escolhi?
Por que não gritas, Tu mesmo,
a miraculosa trama dos teares,
já que Tua voz reboa
nos quatro cantos do mundo?
Tudo progrediu na terra
e insistes em caixeiros-viajantes
de porta em porta, a cavalo!
(...)
Ó Deus,
me deixa trabalhar na cozinha, (...)
(Oráculos..., p.13)
*
*
Poemas de Adélia Prado, escritora e poeta mineira.
Foto de Christian Baudet, futuro fotógrafo.
.
terça-feira, 9 de junho de 2009 0 comentários

Dois Estados, duas bandas, dois estilos...mas a mesma poesia.


Chegou nada do mar
- mas o mar era um nome tão bonito...
- o mar fui eu que fiz.
.
chegou...
.
é de manhã
vôo e vontade
é de manhã
semanas, mês
enquanto é enorme cantar
sangrar o corte,
o norte e a dor
em mim
.
ouvi morrer o mar
.
o mar chegou cantei
o mar chegou cantei
.
é de manhã
vou caminhar
é de manhã
vou trupicar
.
vou caminhar...
.
Música: Do alto (para ouvir, clique AQUI)
Banda: Graveola e o Lixo Polifônico
Naturalidade: Belo Horizonte, MG
*



seria mais fácil fazer como todo mundo faz
o caminho mais curto, produto que rende mais
seria mais fácil fazer como todo mundo faz
um tiro certeiro, modelo que vende mais
.
mas nós dançamos no silêncio
choramos no carnaval
não vemos graça nas gracinhas da tv
morremos de rir no horário eleitoral
.
seria mais fácil fazer como todo mundo faz
sem sair do sofá, deixar a ferrari pra trás
seria mais fácil, como todo mundo faz
o milésimo gol sentado na mesa de um bar
.
mas nós vibramos em outra freqüência
sabemos que não é bem assim
se fosse fácil achar o caminho das pedras
tantas pedras no caminho não seria ruim
.
Música: Outras frequências (para ver e ouvir, clique AQUI)
Banda: Engenheiros do Hawaii
Naturalidade: Porto Alegre, RS.
segunda-feira, 8 de junho de 2009 1 comentários

Ao Dú...


Eu tenho um amigo que amo de paixão!
Se eu pudesse, estaria com ele lá na Bélgica ou o teria comigo aqui em Viçosa.
A nossa amizade não tem um histórico, pq ela simplesmente aconteceu, assim, do nada.
Sabe aquela história do amigo que já vem como melhor amigo que disse no post anterior????
Sim, isto existe!
E o Dú é a prova viva (vivíssima!) disso.
E hj, dia 08/junho, fui presenteada com o texto abaixo. Um presente do Dú, aos seus bons amigos!
Dú...amo-te também! Saudades imensas...


Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos, quero saber....
cada um seguiu sua vida de forma diferente,
há quem se questionaria:
“Malditos ou inocentes???”
.
Eu, entretanto e todavia,
somente diria: seres viventes
.
Em dias como hoje, e também em noites como ontem,
me lembro dos tempos que nossos pés andaram pareados
Tempos que se foram, e talvez um dia até voltem,
Mas que com certeza, sempre nos farão relembrar
.
E quando paro para pensar nossas aventuras e desventuras,
só posso dizer que fazemos uma mistura interessante:
.
Somos sobretudo paulistas e mineiros,
mas com uma pequenina pitada carioca,
Temos duas tatuagens e já tivemos um piercing,
E já tivemos vontade de fumar.
.
Temos carros, moto, bicicleta
Mas também andamos a pé...
Corremos e nadamos,
Dançamos e jogamos basquete
.
E o bom e velho futebol?
Esse não é mesmo o nosso forte!
.
Somos tradicionais e liberais,
às vezes com pouco do um, e do outro um pouco
Gostamos de conversar, argumentar e discutir
E nossos pensamentos são parecidos,
Mas totalmente diferentes!
.
Juntos descobrimos o prazer de estar
e hoje carregamos uma vontade danada de amar
.
Meus bons amigos, onde estão?
Por hora, longe dos braços,
Mas a toda hora, e na hora toda
Guardados aqui, a sete chaves
(Eduardo Costa)
domingo, 7 de junho de 2009 1 comentários

Amigas festeiras!

Achei uma trupe bacana! Trata-se de umas meninas loucas e divertidas. Sexta-feira rodamos a cidade a procura de algo interessante para fazer. Começamos por uma festa africana, que mais tarde descobrimos que na verdade tratava-se de uma festa de uma república africana (entenderam a diferença???). Entramos às 23:30 e saímos às 23:35h! E detalhe...com nosso dinheiro do convite no bolso, sim, pedimos nossos R$ 6 de volta! Ué, já eram quase 24h e não havia ninguém na festa, nada mais justo pedir reembolso do convite e ir embora.
Depois do fiasco da pseudo festa africana, fomos dar uma olhada num arraiá que rolava na UFV. Muuuuuuuito cheio, uma mega fila para entrar, tudo por uma bagatela de R$ 25 (o mmo convite saía por R$ 7 antecipado!). Demos meia volta e tentamos uma terceira opção, bar Flor e Cultura. Ambiente bacana, pessoas interessantes, mas...não tinha mais mesa!
Rodamos mais um pouco e por fim caímos no Bar do Leão (tradicional boteco viçosense). Caímos no boteco e lá ficamos até às 2h, com direito a cenas inusitadas e muita risada.
Nada saiu como planejado, mas no fim fomos dormir felizes!
*
Sábado, foi aniversário de uma destas loucas. Fomos todas para casa de uma delas bebemorar!
A noite foi regada à comida japonesa, pizza, muito vinho, batida, fondue de chocolate (hummmm!), violão, muitos "causos" e muuuuuuuuuuita gargalhada (sabe quando até dói os músculos do rosto e da barriga???!).
Isto me fez lembrar das noites em SP que me juntava às meninas e ao vinho para compartilhar a vida...rolava risada, choro e comunhão.
Compartilhar a vida é "bão dimais"!
Como diz Caetano, "gente é muito bom, gente deve ser o bom (...) gente espelho da vida, doce mistério. Vida, doce mistério".
*
*
Gente olha pro céu
Gente quer saber o um
Gente é o lugar de se perguntar o um
Das estrelas se perguntarem se tantas são
Cada estrela se espanta à própria explosão
Gente é muito bom
Gente deve ser o bom
Tem de se cuidar, de se respeitar o bom
Está certo dizer que estrelas estão no olhar
De alguém que o amor te elegeu pra amar
Marina, Bethânia, Dolores, Renata, Leilinha, Suzana, Dedé
Gente viva brilhando, estrelas na noite
Gente quer comer
Gente quer ser feliz
Gente quer respirar ar pelo nariz
Não, meu nego, não traia nunca essa força, não
Essa força que mora em seu coração
Gente lavando roupa, amassando pão
Gente pobre arrancando a vida com a mão
No coração da mata, gente quer prosseguir
Quer durar, quer crescer, gente quer luzir
Rodrigo, Roberto, Caetano, Moreno, Francisco, Gilberto, João
Gente é brilhar, não pra morrer de fome
Gente deste planeta do céu de anil
Gente, não entendo, gente, nada nos viu
Gente, espelho de estrelas, reflexo do esplendor
Se as estrelas são tantas, só mesmo amor
Maurício, Lucila, Gildásio, Ivonete, Agripino, Gracinha, Zezé
Gente, espelho da vida, doce mistério
(Gente, Caetano Veloso)
quinta-feira, 4 de junho de 2009 5 comentários

Saudades...!

Amig@s, fiz este vídeo para vcs. Assistam!!!!!
"Que bobagem falar que é nas grandes ocasiões que se conhece os amigos!
Nas grandes ocasiões é que não faltam os amigos.
Principalmente neste Brasil de coração mole e escorrendo.
E a compaixão, a piedade, a pena se confundem com amizade.
Por isso tenho horror das grandes ocasiões.
Prefiro as quartas-feiras!"
(Mario de Andrade)

É estranho mudar de rotina.
Depois de dez anos vivendo-morando infurnada na universidade, sinto-me incomodada por não vivê-la mais.
Como assim???
Eu explico. Agora somos só eu e o computador!
Portanto, sinto falta do trabalho "científico" (um pouco!), mas o que mais sinto falta mesmo é do convívio com as pessoas! E foi na faculdade que conheci o que gosto de chamar de amig@s de almas...
Sei que sou estranha (ou normal!) por, às vezes, não querer pessoas por perto.
Mas agora, neste novo contexto da minha vida, sinto uma falta profunda de gente por perto.
Mas não qualquer gente.
Quero gente conhecida, conquistada.
Quero pular a fase da pré-amizade, da conquista e ir direto aos melhores amig@s.
Anseios por ami@s que já venham como amig@s e não como "colegas que um dia se tornarão amig@s".
Tenho pressa.
Tenho pressa de intimidade, cumplicidade, companheirismo, espontâneidade, colos, ombros, abraços, cafés, sorvetes, pizzas, visitas...
Já contei que sou ansiosa também??? (risos!)
Sei que um dia também terei tudo isso aqui. Na verdade, já considero algumas pessoas aqui como grandes amig@s.
Mas mmo com estes, ainda sinto falta da proximidade que tinha lá em SP.
Bem que o(a) distante poderia ser meu vizinho(a), assim eu não caminharia mais sozinha...


"Quando juntarmos...
você comigo...
Cordão umbilical e umbigo
A gente vai ser só um
E até lá eu não vou caminhar mais sozinho
O distante será meu vizinho...
e o tempo será... A hora que eu quiser!! Oras!! Oras!!
Tem horas que a gente se pergunta
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?"
(O tudo é uma coisa só, O Teatro Mágico)
(Assistam o clipe "O tudo é uma coisa só": http://www.youtube.com/watch?v=dXo2B_zA_UI)
 
;