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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 0 comentários

Saudade...

Lembro que quando pequena eu achava sua mão imensa, a minha pequena se perdia dentro da dele. Lembro também que sua mão era áspera, mas ao mesmo tempo macia. Ou só era áspera mesmo por conta do trabalho no campo, mas eu as adorava. No fim, sua mão ficou pequena, muito macia e manchada. E no leito do hospital, meio inconsciente, ela era o que nos unia, nos aproximava e nosso amor se transportava, de um lado para outro. Sua mão já não era mais a que protegia, mas a que pedia proteção e cuidado. Ele voltou a ser criança, todo homem volta e cabe a nós segurar a sua mão.
sábado, 20 de junho de 2009 0 comentários

Tem alguém aí???

Sábado, 20 de junho, 19:09h.
Cá estou com todos os meus canais de comunicação "on line" (msn, gmail e skype), louca para conversar com alguém e...ninguém!
Mas também, há tanta vida lá fora, que alma viva estaria aqui na net num sábado a noite???
Eu.
É, não devo ser normal mmo e o preço por isso é um enorme sentimento de solidão e chatice.
Li que "amigo faz bem para a memória pq um amigo é bem mais que uma boa companhia. É alguém com quem experimentamos, por um longo período de tempo, a vida, sob um mmo projeto, por uma mma fé. Essa é a razão por que o amigo se torna uma testemunha incontestável de nossa história, uma memória de nós mesmos".
É, então toda esta minha carência tem fundamento, sinto-me como um lapso no tempo, solitária, insegura e muda.
Não quero mais ser gente grande!
*
"Meu Deus,
me dá cinco anos.
Me dá um pé de fedegoso com formiga preta,
me dá um Natal e sua véspera,
o ressoar das pessoas no quartinho.
Me dá a negrinha Fia pra eu brincar,
me dá uma noite pra eu dormir com minha mãe.
Me dá minha mãe, alegria sã e medo remediável,
me dá a mão, me cura de ser grande,
ó meu Deus, meu pai,
meu pai."
(Orfandade, de Adélia Prado)
*
"(...) não o quero esquecer.
É triste esquecer um amigo.
Nem todo o mundo tem amigo.
E eu corro o risco de ficar como as pessoas grandes,
que só se interessam por números."
(O Pequeno Príncipe)
terça-feira, 16 de junho de 2009 1 comentários

A janela, a rolinha e eu.

Sinto tanta falta, falta tanto por aqui...inclusive uma janela para eu chamar de minha. Esta aí da foto abaixo é do meu ex-quarto, lá em Sanca city.
Falando em janela...Lembro-me que um dia fui agraciada por uma família de rolinhas na frente da minha (foto). A mãe rolinha resolveu por bem construir seu ninho em um dos vasos de cacto que ficava em frente a janela. Para mim, não fazia o menor sentido ela ter escolhido logo um cacto para ser sua casa, pois havia logo ao lado um pé frondoso de ameixa e tantos outros vasos mais convidativos! Mas não, fazia sol ou chuva (e naquela época mais choveu do que outra coisa!) a mãe rolinha continuava firme e forte protegendo sua cria em um ambiente tão inóspito. No fim, como ela bem sabia (creio eu!), tudo terminou em final feliz.
*
Não, Viçosa não é um lugar inóspito! Mas, por enquanto, continua sendo uma casa "estranha" para mim (ou será que sou eu a estranha???).
Assim como a escolha da mãe rolinha, para muitos(as) não faz sentido eu estar aqui (confesso que também já questionei internamente esta minha opção). Abrir mão do que é certo e confortável, para se jogar no duvidoso e "inóspito" não é fácil para mim e pouco aceitável aos olhos de terceiros.
Mas...eu também tenho a esperança de um final feliz (ou algo parecido!). E se ele não vier, eu volto atrás e re-começo novamente, já fiz isso no passado. Descobri nestes meus 20 e tantos anos de experiência que a vida é em si nada mais que a possibilidade de começos e re-começos, sejam eles quantos forem necessários. Todo raiar de um novo dia é uma nova oportunidade de revisar a vida, ajeitar a bússola e buscar novos (ou velhos!) rumos. Rumos que nos levem a um Bem maior.
Falei bonito agora, hein?! rsrsrsrs...
Bjo.
(PS: saudades, saudades, saudades...muitas!)

Falta tanta coisa na minha janela
Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo
Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu
Sei lá...
Se o que deu é meu...
Vai saber,
Se o que me deu , quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve
Vai saber,
O que me deu, quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve...
.
(Sobra tanta falta, O Teatro Mágico)
Para ouvir esta música, clique AQUI.
segunda-feira, 8 de junho de 2009 1 comentários

Ao Dú...


Eu tenho um amigo que amo de paixão!
Se eu pudesse, estaria com ele lá na Bélgica ou o teria comigo aqui em Viçosa.
A nossa amizade não tem um histórico, pq ela simplesmente aconteceu, assim, do nada.
Sabe aquela história do amigo que já vem como melhor amigo que disse no post anterior????
Sim, isto existe!
E o Dú é a prova viva (vivíssima!) disso.
E hj, dia 08/junho, fui presenteada com o texto abaixo. Um presente do Dú, aos seus bons amigos!
Dú...amo-te também! Saudades imensas...


Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos, quero saber....
cada um seguiu sua vida de forma diferente,
há quem se questionaria:
“Malditos ou inocentes???”
.
Eu, entretanto e todavia,
somente diria: seres viventes
.
Em dias como hoje, e também em noites como ontem,
me lembro dos tempos que nossos pés andaram pareados
Tempos que se foram, e talvez um dia até voltem,
Mas que com certeza, sempre nos farão relembrar
.
E quando paro para pensar nossas aventuras e desventuras,
só posso dizer que fazemos uma mistura interessante:
.
Somos sobretudo paulistas e mineiros,
mas com uma pequenina pitada carioca,
Temos duas tatuagens e já tivemos um piercing,
E já tivemos vontade de fumar.
.
Temos carros, moto, bicicleta
Mas também andamos a pé...
Corremos e nadamos,
Dançamos e jogamos basquete
.
E o bom e velho futebol?
Esse não é mesmo o nosso forte!
.
Somos tradicionais e liberais,
às vezes com pouco do um, e do outro um pouco
Gostamos de conversar, argumentar e discutir
E nossos pensamentos são parecidos,
Mas totalmente diferentes!
.
Juntos descobrimos o prazer de estar
e hoje carregamos uma vontade danada de amar
.
Meus bons amigos, onde estão?
Por hora, longe dos braços,
Mas a toda hora, e na hora toda
Guardados aqui, a sete chaves
(Eduardo Costa)
quinta-feira, 4 de junho de 2009 5 comentários

Saudades...!

Amig@s, fiz este vídeo para vcs. Assistam!!!!!
"Que bobagem falar que é nas grandes ocasiões que se conhece os amigos!
Nas grandes ocasiões é que não faltam os amigos.
Principalmente neste Brasil de coração mole e escorrendo.
E a compaixão, a piedade, a pena se confundem com amizade.
Por isso tenho horror das grandes ocasiões.
Prefiro as quartas-feiras!"
(Mario de Andrade)

É estranho mudar de rotina.
Depois de dez anos vivendo-morando infurnada na universidade, sinto-me incomodada por não vivê-la mais.
Como assim???
Eu explico. Agora somos só eu e o computador!
Portanto, sinto falta do trabalho "científico" (um pouco!), mas o que mais sinto falta mesmo é do convívio com as pessoas! E foi na faculdade que conheci o que gosto de chamar de amig@s de almas...
Sei que sou estranha (ou normal!) por, às vezes, não querer pessoas por perto.
Mas agora, neste novo contexto da minha vida, sinto uma falta profunda de gente por perto.
Mas não qualquer gente.
Quero gente conhecida, conquistada.
Quero pular a fase da pré-amizade, da conquista e ir direto aos melhores amig@s.
Anseios por ami@s que já venham como amig@s e não como "colegas que um dia se tornarão amig@s".
Tenho pressa.
Tenho pressa de intimidade, cumplicidade, companheirismo, espontâneidade, colos, ombros, abraços, cafés, sorvetes, pizzas, visitas...
Já contei que sou ansiosa também??? (risos!)
Sei que um dia também terei tudo isso aqui. Na verdade, já considero algumas pessoas aqui como grandes amig@s.
Mas mmo com estes, ainda sinto falta da proximidade que tinha lá em SP.
Bem que o(a) distante poderia ser meu vizinho(a), assim eu não caminharia mais sozinha...


"Quando juntarmos...
você comigo...
Cordão umbilical e umbigo
A gente vai ser só um
E até lá eu não vou caminhar mais sozinho
O distante será meu vizinho...
e o tempo será... A hora que eu quiser!! Oras!! Oras!!
Tem horas que a gente se pergunta
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?"
(O tudo é uma coisa só, O Teatro Mágico)
(Assistam o clipe "O tudo é uma coisa só": http://www.youtube.com/watch?v=dXo2B_zA_UI)
 
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