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terça-feira, 16 de junho de 2009 1 comentários

A janela, a rolinha e eu.

Sinto tanta falta, falta tanto por aqui...inclusive uma janela para eu chamar de minha. Esta aí da foto abaixo é do meu ex-quarto, lá em Sanca city.
Falando em janela...Lembro-me que um dia fui agraciada por uma família de rolinhas na frente da minha (foto). A mãe rolinha resolveu por bem construir seu ninho em um dos vasos de cacto que ficava em frente a janela. Para mim, não fazia o menor sentido ela ter escolhido logo um cacto para ser sua casa, pois havia logo ao lado um pé frondoso de ameixa e tantos outros vasos mais convidativos! Mas não, fazia sol ou chuva (e naquela época mais choveu do que outra coisa!) a mãe rolinha continuava firme e forte protegendo sua cria em um ambiente tão inóspito. No fim, como ela bem sabia (creio eu!), tudo terminou em final feliz.
*
Não, Viçosa não é um lugar inóspito! Mas, por enquanto, continua sendo uma casa "estranha" para mim (ou será que sou eu a estranha???).
Assim como a escolha da mãe rolinha, para muitos(as) não faz sentido eu estar aqui (confesso que também já questionei internamente esta minha opção). Abrir mão do que é certo e confortável, para se jogar no duvidoso e "inóspito" não é fácil para mim e pouco aceitável aos olhos de terceiros.
Mas...eu também tenho a esperança de um final feliz (ou algo parecido!). E se ele não vier, eu volto atrás e re-começo novamente, já fiz isso no passado. Descobri nestes meus 20 e tantos anos de experiência que a vida é em si nada mais que a possibilidade de começos e re-começos, sejam eles quantos forem necessários. Todo raiar de um novo dia é uma nova oportunidade de revisar a vida, ajeitar a bússola e buscar novos (ou velhos!) rumos. Rumos que nos levem a um Bem maior.
Falei bonito agora, hein?! rsrsrsrs...
Bjo.
(PS: saudades, saudades, saudades...muitas!)

Falta tanta coisa na minha janela
Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo
Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu
Sei lá...
Se o que deu é meu...
Vai saber,
Se o que me deu , quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve
Vai saber,
O que me deu, quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve...
.
(Sobra tanta falta, O Teatro Mágico)
Para ouvir esta música, clique AQUI.
quinta-feira, 4 de junho de 2009 5 comentários

Saudades...!

Amig@s, fiz este vídeo para vcs. Assistam!!!!!
"Que bobagem falar que é nas grandes ocasiões que se conhece os amigos!
Nas grandes ocasiões é que não faltam os amigos.
Principalmente neste Brasil de coração mole e escorrendo.
E a compaixão, a piedade, a pena se confundem com amizade.
Por isso tenho horror das grandes ocasiões.
Prefiro as quartas-feiras!"
(Mario de Andrade)

É estranho mudar de rotina.
Depois de dez anos vivendo-morando infurnada na universidade, sinto-me incomodada por não vivê-la mais.
Como assim???
Eu explico. Agora somos só eu e o computador!
Portanto, sinto falta do trabalho "científico" (um pouco!), mas o que mais sinto falta mesmo é do convívio com as pessoas! E foi na faculdade que conheci o que gosto de chamar de amig@s de almas...
Sei que sou estranha (ou normal!) por, às vezes, não querer pessoas por perto.
Mas agora, neste novo contexto da minha vida, sinto uma falta profunda de gente por perto.
Mas não qualquer gente.
Quero gente conhecida, conquistada.
Quero pular a fase da pré-amizade, da conquista e ir direto aos melhores amig@s.
Anseios por ami@s que já venham como amig@s e não como "colegas que um dia se tornarão amig@s".
Tenho pressa.
Tenho pressa de intimidade, cumplicidade, companheirismo, espontâneidade, colos, ombros, abraços, cafés, sorvetes, pizzas, visitas...
Já contei que sou ansiosa também??? (risos!)
Sei que um dia também terei tudo isso aqui. Na verdade, já considero algumas pessoas aqui como grandes amig@s.
Mas mmo com estes, ainda sinto falta da proximidade que tinha lá em SP.
Bem que o(a) distante poderia ser meu vizinho(a), assim eu não caminharia mais sozinha...


"Quando juntarmos...
você comigo...
Cordão umbilical e umbigo
A gente vai ser só um
E até lá eu não vou caminhar mais sozinho
O distante será meu vizinho...
e o tempo será... A hora que eu quiser!! Oras!! Oras!!
Tem horas que a gente se pergunta
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?"
(O tudo é uma coisa só, O Teatro Mágico)
(Assistam o clipe "O tudo é uma coisa só": http://www.youtube.com/watch?v=dXo2B_zA_UI)
 
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