Lembro que quando pequena eu achava sua mão imensa, a minha pequena se perdia dentro da dele. Lembro também que sua mão era áspera, mas ao mesmo tempo macia. Ou só era áspera mesmo por conta do trabalho no campo, mas eu as adorava. No fim, sua mão ficou pequena, muito macia e manchada. E no leito do hospital, meio inconsciente, ela era o que nos unia, nos aproximava e nosso amor se transportava, de um lado para outro. Sua mão já não era mais a que protegia, mas a que pedia proteção e cuidado. Ele voltou a ser criança, todo homem volta e cabe a nós segurar a sua mão.
Sem Saber
Há 4 semanas

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