Meu irmão morreu aos 36 anos e na época sua morte me fez refletir muito sobre a vida (a minha vida). Chego a dizer que hoje a morte não me assusta (não mais), ao contrário, só ela me faz lembrar que cada dia é um dia que eu deveria viver em sua plenitude, sem deixar nada para depois. Por que afinal, quem aí sabe quanto tempo permanecerá respirando? Eu não sei (apesar de achar que sei). Mas na prática, eu vivo uma vida vacilante, toda influenciada por questionamentos que começam com "E se...?", "Mas se...?".
Eu deveria (deveria meu Deus!) deixar de pensar tanto nas consequências, que supostamente podem a vir existir em um futuro que eu nem sei se terei, e viver o hoje. Mas eu (e muita gente aí) vive como se o futuro fosse um tempo certo, garantido, e assim vou (vamos) deixando passar oportunidades e adiando decisões, sonhos. Enquanto escrevo, vou lembrando das oportunidades que perdi por ter dado muito crédito ao futuro.
É claro, não sou radical a ponto de achar que dá para viver 100% sem considerar o futuro. Mas deve dar para viver menos presa a ele, certo?
De uma forma ou de outra, viver é um desafio e só por isso devíamos complicar menos, bem menos.
PS: Eu não disse que domingo era um dia estranho?!
Sem Saber
Há 4 semanas







