segunda-feira, 19 de maio de 2014

Re-visitando Miguilim

Há livros que tempos em tempos nos chamam de volta.

– ‘Dito, eu às vezes tenho uma saudade de uma coisa que eu não sei o que é, nem de donde, me afrontando...’ – ‘Deve não, Miguilim, descarece. Fica todo olhando para a tristeza não...’ (...) A alegria do Dito em outras ocasiões valia, valia, feito rebrilho de ouro.
(...)
– ‘Miguilim, Miguilim, eu vou ensinar o que agorinha eu sei, demais: é que a gente pode ficar sempre alegre, alegre, mesmo com toda coisa ruim que acontece acontecendo. A gente deve de poder então ficar mais alegre, mais alegre, por dentro!’
(Guimarães Rosa)

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