A janela, a rolinha e eu.
Falando em janela...Lembro-me que um dia fui agraciada por uma família de rolinhas na frente da minha (foto). A mãe rolinha resolveu por bem construir seu ninho em um dos vasos de cacto que ficava em frente a janela. Para mim, não fazia o menor sentido ela ter escolhido logo um cacto para ser sua casa, pois havia logo ao lado um pé frondoso de ameixa e tantos outros vasos mais convidativos! Mas não, fazia sol ou chuva (e naquela época mais choveu do que outra coisa!) a mãe rolinha continuava firme e forte protegendo sua cria em um ambiente tão inóspito. No fim, como ela bem sabia (creio eu!), tudo terminou em final feliz.
Assim como a escolha da mãe rolinha, para muitos(as) não faz sentido eu estar aqui (confesso que também já questionei internamente esta minha opção). Abrir mão do que é certo e confortável, para se jogar no duvidoso e "inóspito" não é fácil para mim e pouco aceitável aos olhos de terceiros.
Mas...eu também tenho a esperança de um final feliz (ou algo parecido!). E se ele não vier, eu volto atrás e re-começo novamente, já fiz isso no passado. Descobri nestes meus 20 e tantos anos de experiência que a vida é em si nada mais que a possibilidade de começos e re-começos, sejam eles quantos forem necessários. Todo raiar de um novo dia é uma nova oportunidade de revisar a vida, ajeitar a bússola e buscar novos (ou velhos!) rumos. Rumos que nos levem a um Bem maior.
Falei bonito agora, hein?! rsrsrsrs...
Bjo.
(PS: saudades, saudades, saudades...muitas!)
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Ainda na mma padaria, com a mma atendente e com a minha mma falta de noção, perguntei: "Vc tem frios?". Pronto, a cara estranha da moça ressucitou. Ah, mas desta vez eu logo identifiquei onde estava o problema, a palavra "frios"! E sem pestanejar emendei: "presunto e mussarela". Dois Estados, duas bandas, dois estilos...mas a mesma poesia.

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Eu, entretanto e todavia,
Em dias como hoje, e também em noites como ontem,
E quando paro para pensar nossas aventuras e desventuras,
Somos sobretudo paulistas e mineiros,
Temos carros, moto, bicicleta
E o bom e velho futebol?
Somos tradicionais e liberais,
Juntos descobrimos o prazer de estar
e hoje carregamos uma vontade danada de amar
Meus bons amigos, onde estão?
Amigas festeiras!
Saudades...!
É estranho mudar de rotina.
Depois de dez anos vivendo-morando infurnada na universidade, sinto-me incomodada por não vivê-la mais.
Como assim???
Eu explico. Agora somos só eu e o computador!
Portanto, sinto falta do trabalho "científico" (um pouco!), mas o que mais sinto falta mesmo é do convívio com as pessoas! E foi na faculdade que conheci o que gosto de chamar de amig@s de almas...
Sei que sou estranha (ou normal!) por, às vezes, não querer pessoas por perto.
Mas agora, neste novo contexto da minha vida, sinto uma falta profunda de gente por perto.
Mas não qualquer gente.
Quero gente conhecida, conquistada.
Quero pular a fase da pré-amizade, da conquista e ir direto aos melhores amig@s.
Anseios por ami@s que já venham como amig@s e não como "colegas que um dia se tornarão amig@s".
Tenho pressa.
Tenho pressa de intimidade, cumplicidade, companheirismo, espontâneidade, colos, ombros, abraços, cafés, sorvetes, pizzas, visitas...
Já contei que sou ansiosa também??? (risos!)
Sei que um dia também terei tudo isso aqui. Na verdade, já considero algumas pessoas aqui como grandes amig@s.
Mas mmo com estes, ainda sinto falta da proximidade que tinha lá em SP.
Bem que o(a) distante poderia ser meu vizinho(a), assim eu não caminharia mais sozinha...
Tem horas que a gente se pergunta

s. Nossa, nem acredito, adoro costurar, adoro Patchwork! Minha avó ficaria empolgada se soubesse disso (minha vó Isabel foi minha primeira grande professora de artes manuais...saudades!). Lembro que ela tinha uma máquina de costura Singer, aquelas de ferro, preta, pesadonas, que vinham num móvel de madeira e eram super ecológicas pq funcionavam na base da força física (manivela com os pés!). Saudades daquele tempo...




