domingo, 21 de dezembro de 2014 0 comentários

domingo estranho: parte 2

Meu irmão morreu aos 36 anos e na época sua morte me fez refletir muito sobre a vida (a minha vida). Chego a dizer que hoje a morte não me assusta (não mais), ao contrário, só ela me faz lembrar que cada dia é um dia que eu deveria viver em sua plenitude, sem deixar nada para depois. Por que afinal, quem aí sabe quanto tempo permanecerá respirando? Eu não sei (apesar de achar que sei). Mas na prática, eu vivo uma vida vacilante, toda influenciada por questionamentos que começam com "E se...?", "Mas se...?".
Eu deveria (deveria meu Deus!) deixar de pensar tanto nas consequências, que supostamente podem a vir existir em um futuro que eu nem sei se terei, e viver o hoje. Mas eu (e muita gente aí) vive como se o futuro fosse um tempo certo, garantido, e assim vou (vamos) deixando passar oportunidades e adiando decisões, sonhos. Enquanto escrevo, vou lembrando das oportunidades que perdi por ter dado muito crédito ao futuro.
É claro, não sou radical a ponto de achar que dá para viver 100% sem considerar o futuro. Mas deve dar para viver menos presa a ele, certo?
De uma forma ou de outra, viver é um desafio e só por isso devíamos complicar menos, bem menos.
PS: Eu não disse que domingo era um dia estranho?!

sábado, 4 de outubro de 2014 0 comentários

(...)

Queria eu ter a sensibilidade e destreza dos poetas para traduzir em palavras o que sinto agora.
Sinto que preciso arrancar de dentro o que me corrói para então me sentir liberta e leve.
Mas enquanto permanece aqui, pesa e machuca.
Venho, escrevo e apago.
Nenhum texto parece ser suficiente.
Nem este.
domingo, 7 de setembro de 2014 0 comentários

Fim.

Rasgue as minhas cartas,
E não me procure mais.
Assim será melhor, meu bem.
O retrato que eu te dei,
Se ainda tens, não sei.
Mas se tiver, devolva-me.
Deixe-me sozinho.
Porque assim eu viverei em paz.
Quero que sejas bem feliz,
Junto do seu novo rapaz.

- Adriana Calcanhoto -
quinta-feira, 4 de setembro de 2014 0 comentários

Sabedorias de Dito

"Dito dizia que o certo era a gente estar sempre brabo de alegre, alegre por dentro, mesmo com tudo de ruim que acontecesse, alegre nas profundas. Podia? Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma."(Miguilim)
terça-feira, 26 de agosto de 2014 0 comentários

(...)

2h16, dia 26/08
Quem eu estou enganando?
sexta-feira, 25 de julho de 2014 0 comentários

quero te servir a poesia...

"Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."
-- Cora Coralina --
domingo, 13 de julho de 2014 0 comentários

é ouvir Cartola e se emocionar...

Cartola toca na alma...

"Sim,
Deve haver o perdão
Para mim
Senão nem sei qual será
O meu fim"

sexta-feira, 11 de julho de 2014 0 comentários

vem?!

Vem cá, meu bem (vem!)
Me vira de ponta cabeça
Me faz de gato e sapato
E me deixa de quatro no ato
Me enche de amor

segunda-feira, 7 de julho de 2014 0 comentários

onde estamos apostando?

Agustín é um senhor de cadeira de rodas que tem dedicado boa parte de sua vida em construir um helicóptero a partir de sucata. Neste projeto já se passaram mais de 50 anos e o helicóptero ainda não saiu do chão.
Todos nós temos algo em nossas vidas que devotamos: carreira, estudos, relacionamentos, status, imagem pessoal, crença...E se essas coisas não voarem? A jornada vale mais que o fim? Onde estamos apostando?

quarta-feira, 25 de junho de 2014 0 comentários

folk + jazz

Vale a pena dar uma olhada:

Curso intensivo (1): apreciação de FOLK

Curso intensivo (2): apreciação de JAZZ
 
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