segunda-feira, 12 de maio de 2014 0 comentários

#NãoExisteAmorEmSP

Este final de semana acontecerá a Virada Cultural SP e para minha alegria eu estarei lá! Há tantas opções bacanas na programação que eu me alegro só de sabê-las, mesmo ciente que não conseguirei ver todas.
Eu amo SP, ou melhor, amo as oportunidades culturais que a cidade me oferece. Mas acredito que não seria muito feliz morando lá. Eu a amo justamente por morar fora. Se vivenciasse diariamente metrô/ônibus lotado e trânsito caótico, certamente teria outra opinião. Hoje entendo porque meus amigos de SP pouco usufruem da cidade em seu tempo livre. Na verdade, eles possuem pouco tempo livre. Durante a semana eles perdem a noite no trânsito, no retorno para casa; e no final de semana eles compartilham de um só pensamento: descansar, longe de tudo que lhe remeta à canseira dos dias úteis (metrô/ônibus/trânsito/mar de gente).
Lá em SP vive-se pouco para trabalhar e trabalha-se muito para viver. Viver? Que vida é essa?
domingo, 11 de maio de 2014 0 comentários

Pitanga em pé de amora

"E é coisa certa é o melhor remédio
Contra o tédio que o tempo traz
Se a solidão é o pior castigo
Eu me vingo cantando assim"


"Foi melhor assim, você sem mim, eu sem você
Pois é, faltou um triz pra ser feliz
E agora o que restou?
Me faz acreditar
Que o tempo, a vida, a sorte um dia vão vingar"



sexta-feira, 9 de maio de 2014 0 comentários

pequenas felicidades certas...


"quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim." (Cecília Meireles)

quarta-feira, 7 de maio de 2014 0 comentários

odeio você

Hoje fui agradavelmente surpreendida pela seleção de músicas do voo da Avianca, em especial a seleção MPB. A música que mais mexeu comigo foi "Odeio", de Caetano Veloso.

terça-feira, 6 de maio de 2014 0 comentários

dance, mesmo que não faça sentido

Clique na imagem para ampliá-la.

segunda-feira, 5 de maio de 2014 0 comentários

Dia amargo

Há dias que pouca coisa faz sentido, inclusive a fé no ser humano: "Morre mulher linchada pela população no Guarujá, vítima de boatos".

"Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Vamos celebrar nossa justiça"

domingo, 4 de maio de 2014 0 comentários

hoje eu quero é sambar!

"Mas que nada
Sai da minha frente
Eu quero passar
Pois o samba está animado
Hoje eu quero é sambar!"

sábado, 3 de maio de 2014 0 comentários

eu me importo












Sim, eu me importo...
- com as pessoas que magoei;
- com as pessoas que me magoaram.
Sinto uma imensa necessidade de liberar perdão e de ser perdoada.
Eu me importo, e não me importo de ser assim.

0 comentários

a vida em 3 tirinhas



Arte: Vi-Venes



quinta-feira, 1 de maio de 2014 0 comentários

a vida é um risco

Por anos eu vivi tentando não causar dor/desconforto a mim e às pessoas ao meu redor. Nas situações críticas, eu tentava me antecipar, prever a reação do outro e se, no meu julgamento, ela fosse desfavorável ao outro então eu tomava a decisão de lidar com tudo sozinha. Além de querer sempre evitar ser um "peso"  para o outro, era também uma forma de eu me proteger de uma possível reação negativa.
Mas tudo isso não era assim tão óbvio, eu fazia tudo de uma forma não muito consciente, tinha virado um hábito. Esse meu jeito de lidar com as adversidades só veio à tona quando minha terapeuta disse "Raquel, você precisa deixar que o outro decida por si só, não tire dele este direito de analisar a situação e reagir". Era isso, eu estava tentando viver sem me arriscar.
Quando eu me acidentei de moto eu estava hospedada sozinha na casa de um amigo, ele estava fora. Depois do acidente, eu tinha a opção de avisá-lo ou não. Eu optei por não avisá-lo. E assim, mais uma vez, eu decidi lidar com tudo sozinha (mesmo precisando de ajuda) para não colocar meu amigo em uma situação complicada. Eu simplesmente privei meu amigo de lidar com aquela situação e decidir por si só o que fazer diante da notícia do meu acidente. Eu não quis arriscar.
Mas a vida é um constante risco e nós não temos o controle de nada e de ninguém. O outro é outro e não eu, por mais parecidos que possamos ser. Não há como prever com exatidão suas reações.
Expressar meus sentimentos, expor minhas fragilidades e necessidades ao outro tem sido um constante exercício. Assim como não privá-lo de uma possível dor ou embaraço.
E ao fazer isso, tenho aprendido também a lidar com suas respostas, em especial as negativas. Tudo isso tem servido para aumentar meu repertório emocional. Mas não tem sido fácil, porque afinal como diz a Adélia Prado: "a existência humana é um vale de lágrimas...onde se tem alegria, oásis, grama verde, crianças...é a vida". Apesar dos pesares, viver ainda vale muito a pena.
 
;